Primeira Turma do STF manteve a prisão preventiva de Jair Bolsonaro após concluir que o ex-presidente representava risco à ordem pública

William Oliveira Publicado em 24/11/2025, às 12h35
Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin decidiram, em votação recente, manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido em uma sala na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, desde o último sábado (22).
O julgamento ocorreu em uma sessão virtual extraordinária da Primeira Turma, iniciada às 8h desta segunda-feira (24). A ministra Cármen Lúcia, que também integra o colegiado, tem até as 20h desta segunda-feira (24) para apresentar seu voto.
Bolsonaro foi preso na manhã de sábado (22) após tentar danificar sua tornozeleira eletrônica utilizando um ferro de solda. Durante a audiência de custódia, o ex-presidente admitiu a tentativa e justificou o ato como resultado de uma “paranoia” provocada por medicamentos.
Na decisão que determinou a prisão preventiva, Moraes mencionou uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente. O evento seria realizado em frente ao condomínio onde Bolsonaro estava em prisão domiciliar, no Jardim Botânico, em Brasília. Segundo Moraes, a convocação evidenciava a intenção de desativar a tornozeleira eletrônica e facilitar uma eventual fuga durante o tumulto da manifestação.
“A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, escreveu Moraes, justificando que a prisão preventiva foi decretada para assegurar a aplicação da lei penal.
No voto apresentado nesta segunda-feira (24), Moraes reiterou os argumentos anteriores. O ministro Flávio Dino, em voto escrito, destacou que a vigília em uma área densamente povoada representava uma “insuportável ameaça à ordem pública”, expondo moradores ao risco.
Dino também mencionou a recente fuga do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) para os Estados Unidos e outras tentativas semelhantes envolvendo aliados de Bolsonaro. “As fugas citadas demonstram uma profunda deslealdade com as instituições nacionais, criando um lamentável ecossistema criminoso”, afirmou.
A defesa de Bolsonaro alegou que o ex-presidente apresentava “confusão mental” por causa da interação entre medicamentos que agem sobre o sistema nervoso central. Um dia antes da prisão, a equipe jurídica havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que Bolsonaro cumprisse a pena em regime domiciliar humanitário, pedido negado pela Corte.
O ministro Cristiano Zanin acompanhou integralmente o voto do relator, sem apresentar considerações adicionais.
Leia também

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes

Jaques Wagner recorre ao STF e pede anulação de operação da PF sobre supostos vínculos com ex-sócio do Banco Master

Tempestade paralisa França x Iraque e protocolo criado após tragédia na Nascar entra em ação nos EUA

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

CBF detalha oitavas de final da Copa do Brasil 2026 e confirma datas dos confrontos decisivos

Pix por aproximação passa a mostrar saldo e limite da conta antes do pagamento

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

Tempestade paralisa França x Iraque e protocolo criado após tragédia na Nascar entra em ação nos EUA

Jaques Wagner recorre ao STF e pede anulação de operação da PF sobre supostos vínculos com ex-sócio do Banco Master

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes