O presidente da Associação Brasileira de Criminalística, Leandro Lima, afirmou que a suposta violação do aplicativo TrateCov não foi atestada por um perito

Redação Publicado em 26/05/2021, às 00h00 - Atualizado às 08h03
O presidente da Associação Brasileira de Criminalística, Leandro Lima, afirmou que a suposta violação do aplicativo TrateCov não foi atestada por um perito oficial. Portanto, a “prova” de adulteração, em tese, não tem valor legal.
O TrateCov foi um aplicativo lançado em janeiro deste ano, em Manaus, durante a crise de oxigênio. Era uma calculadora, na explicação do ex-ministro Pazuello, que ajudava no diagnóstico da doença e indicava remédios para o tratamento. A calculadora tinha um problema: sempre apresentava o mesmo resultado. Espirrou? Cloroquina. Tossiu? Cloroquina.
O jornalista Rodrigo Menegat, por exemplo, colocou que um recém-nascido tinha dor de barriga e nariz escorrendo. Adivinha o que o TratCov recomendou? Um comprimido de cloroquina para quem acertar…
Em seu depoimento, Pazuello disse que o aplicativo havia sido hackeado. Alguém teria “alterado com dados lá dentro”. A secretária Mayra Pinheiro apontou o nome do suposto hacker: o jornalista Rodrigo Menegat (sim, o autor da denúncia) e apresentou um laudo para confirmar sua versão.
“Nós contratamos o presidente da Associação Nacional dos Peritos Forenses em informática, que emitiu um laudo de 20 páginas comprovando a invasão, a retirada indevida dos dados”, afirmou Mayra à CPI.
Mas por que não foi apresentada uma perícia da Polícia Federal ? O blog foi trar as dúvidas com Leandro Lima, presidente da Associação Brasileira de Criminalística.
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G1
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