Polícia Civil apura denúncias envolvendo dois adolescentes; defesa de Diego Vieira nega acusações e celular de uma das supostas vítimas foi encaminhado para perícia.

Ana Beatriz Publicado em 15/02/2026, às 14h10
O vereador Diego Gomes Vieira, de Praia Grande, é investigado por exploração sexual de menores através de redes sociais, apesar de ser autor de uma lei contra a violência sexual infantil. As acusações surgiram após a mãe de um adolescente relatar assédio ao vereador, resultando em uma investigação pela Polícia Civil.
Dois adolescentes, de 15 e 16 anos, estão envolvidos no caso, com alegações de abordagens inapropriadas via Instagram, incluindo propostas de troca de dinheiro por sexo oral. A defesa do vereador nega as acusações e afirma que ainda não teve acesso às informações do caso.
As autoridades apreenderam o celular de um dos adolescentes para perícia e a advogada dos menores busca identificar outras possíveis vítimas. A investigação continua, enquanto a defesa do vereador se prepara para tomar medidas legais para proteger sua imagem.
O vereador Diego Gomes Vieira (PRD), de Praia Grande, no litoral de São Paulo, é investigado pela Polícia Civil sob suspeita de exploração sexual de menores por meio de redes sociais. O parlamentar, de 31 anos, é autor da Lei Municipal 2.282/2025, conhecida como Lei Municipal Felca, voltada ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o caso envolve dois adolescentes, de 15 e 16 anos. A defesa do vereador informou, em nota, que nega as acusações.
A apuração começou após a mãe de um dos adolescentes, de 16 anos, procurar a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande na segunda-feira (9). Conforme o relato registrado, o jovem teria sido assediado pelo vereador ao longo de aproximadamente duas semanas.
De acordo com as informações prestadas às autoridades, as supostas abordagens ocorreram por meio do Instagram, utilizando mensagens com visualização única e temporária, que desaparecem após serem lidas. O celular do adolescente foi apreendido e encaminhado para perícia técnica.
Capturas de tela apresentadas à imprensa indicariam que o perfil atribuído ao parlamentar teria oferecido dinheiro em troca de sexo oral. O material integra o conjunto de provas sob análise da Polícia Civil.
Um segundo adolescente, de 15 anos, amigo da primeira suposta vítima, também procurou as autoridades relatando situação semelhante. Segundo a advogada dos menores, Mayra Solani, o vereador teria enviado imagem íntima e incentivado o adolescente a fazer o mesmo.
A advogada informou que auxiliou os responsáveis legais na formalização das denúncias e protocolou representação junto ao Ministério Público. Ela declarou ainda que busca identificar outros adolescentes que possam ter tido contato com o parlamentar.
“Estamos incentivando que os pais acompanhem as mídias sociais dos menores, principalmente os que são eleitores, que são próximos ao vereador, que tiveram algum tipo de contato com o vereador”, afirmou.
Veja abaixo o posicionamento do advogado Marco Antonio da Silva, responsável pela defesa do vereador, na íntegra:
"A defesa técnica do vereador Diego Vieira esclarece que, até o presente momento, não teve acesso ao teor das informações veiculadas, tampouco houve notificação formal do parlamentar. Informa, ainda, que serão adotadas todas as medidas legais cabíveis para o devido esclarecimento dos fatos e para a preservação da honra e da imagem do vereador, diante da denunciação caluniosa que lhe foi atribuída. O vereador Diego Vieira nega, de forma categórica, as acusações que lhe foram imputadas e se manifestará oportunamente após ter acesso integral ao conteúdo das alegações".
A investigação segue em andamento.
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