Diário de São Paulo
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Marielle Franco

Réus do caso Marielle sem remorso e com traços de sociopatia, afirma promotor

O julgamento teve início na última quarta, 6 anos após o assasinato

O julgamento teve início na última quarta, 6 anos após o assasinato - Imagem: Reprodução / X / @JulianaSoraJu
O julgamento teve início na última quarta, 6 anos após o assasinato - Imagem: Reprodução / X / @JulianaSoraJu

Gabriela Thier Publicado em 31/10/2024, às 17h29


O julgamento dos ex-agentes de segurança Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, imputados pelo homicídio da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, teve início com a exposição das acusações pelo Ministério Público. O promotor Fábio Vieira foi enfático ao classificar o suposto arrependimento dos réus como uma "simulação", rotulando-os como "sociopatas" destituídos de empatia.

Foi destacado que os sinais de remorso emergiram apenas após a apresentação de evidências substanciais contra os acusados. Em concordância, o promotor Eduardo Moraes questionou a autenticidade do arrependimento manifestado por Lessa e Queiroz, salientando que ambos tentaram articular um acordo com o Ministério Público para mitigar suas sentenças, o que, segundo Moraes, coloca em xeque a sinceridade de suas declarações.

A promotora Audrey Majorie Leocadio abriu os debates expressando a preocupação compartilhada por seus colegas diante da complexidade e da magnitude do caso. Ela ressaltou a importância do processo judicial em curso e a imperativa necessidade de que se faça justiça, enfrentando com seriedade a gravidade das acusações levantadas.Durante o julgamento, foram apresentadas evidências detalhando o modus operandi de Ronnie Lessa, incluindo pesquisas realizadas por ele sobre Marielle Franco. 


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