Diário de São Paulo
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Caso Marielle

Após seis anos, acusados de matar Marielle vão a julgamento

Acusados serão ouvidos por videochamada diretamente dos presídios onde estão detidos

Julgamento ocorre no Rio, enquanto acusados permanecem em presídios de SP e DF - Imagem: Reprodução / X
Julgamento ocorre no Rio, enquanto acusados permanecem em presídios de SP e DF - Imagem: Reprodução / X

Sabrina Oliveira Publicado em 30/10/2024, às 08h43


Nesta quarta-feira (30), começa o julgamento dos ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, acusados de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. A sessão será realizada no 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, e os réus participarão por videochamada, cada um de um presídio diferente.

Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos, está detido no Complexo Penitenciário de Tremembé, em São Paulo, enquanto Élcio de Queiroz, acusado de ser cúmplice, encontra-se no Complexo da Papuda, em Brasília. Ambos serão ouvidos por videochamada durante o julgamento, que contará com sete testemunhas, incluindo a jornalista Fernanda Chaves, única sobrevivente do ataque.

O júri é composto por sete jurados sorteados, além do juiz presidente. Durante o processo, os jurados ficarão incomunicáveis, dormindo nas dependências do Tribunal de Justiça para garantir a integridade das deliberações. Os depoimentos das testemunhas serão essenciais para esclarecer os detalhes do crime e definir a sentença dos réus.

Lessa e Queiroz estão presos desde 2019, mas só em 2024 firmaram acordos de delação premiada, admitindo suas participações no crime. Segundo o depoimento de Queiroz, foi Lessa quem disparou contra Marielle e Anderson, executando o plano que havia sido previamente traçado.

O caso envolve acusações de duplo homicídio triplamente qualificado, pelos motivos de emboscada, impossibilidade de defesa das vítimas e motivação torpe. Além disso, os réus respondem por tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, que estava no veículo no momento do ataque e conseguiu escapar.

A defesa espera que os acordos de delação contribuam para um julgamento mais ágil e com penas adequadas aos réus. O caso envolve um processo complexo, com mais de 13 mil páginas, e a anos aguarda um desfecho justo.


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