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ESTELIONATO

Quadrilha usa nome de Dorival Júnior para aplicar golpes

Para aumentar a credibilidade do golpe, os golpista passaram a enviar áudios com a voz do técnico, tentando conquistar a confiança das vítimas

Quadrilha usa nome de Dorival Júnior para aplicar golpes - Imagem: Reprodução / Instagram / @dorivaljroficial
Quadrilha usa nome de Dorival Júnior para aplicar golpes - Imagem: Reprodução / Instagram / @dorivaljroficial

William Oliveira Publicado em 12/12/2024, às 11h32


Nesta quinta-feira (12), a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Mascarado, voltada contra uma organização criminosa especializada em estelionatos eletrônicos. Os envolvidos no esquema são acusados de se passarem por figuras conhecidas do futebol, como o técnico da seleção brasileira Dorival Júnior, para pedir dinheiro a jogadores e treinadores, alegando que seria para doações.

A operação contou com a colaboração das delegacias de Tijuca (19ª DP) e de Itaperuna (143ª DP), e foi realizada com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão na cidade de Itaperuna, no Rio de Janeiro, emitidos pela 2ª Vara da Comarca local. Durante a ação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos que agora serão analisados para ajudar a esclarecer o caso.

A Polícia Civil explicou que, neste ano, dois jogadores de futebol foram vítimas dos criminosos, recebendo mensagens de um perfil no WhatsApp que usava a foto de Dorival Júnior. Para aumentar a credibilidade do golpe, os estelionatários passaram a enviar áudios com a voz do técnico, tentando conquistar a confiança das vítimas antes de pedir doações para supostas vítimas das chuvas no Sul do Brasil.

O grupo também se passou pelo ex-jogador Elias Mendes, usando a imagem do atleta em perfis falsos para enganar jogadores, ex-jogadores e técnicos e pedir doações para ajudar uma criança com uma doença rara. Em algumas situações, os criminosos pediam às vítimas para gravarem vídeos incentivando outras pessoas a contribuir, o que ajudava a dar maior credibilidade ao golpe.

A investigação apontou Lucas de Oliveira Eduardo como líder da quadrilha. Ele é suspeito de ser responsável por aplicar esse golpe em diversas personalidades, e já havia sido investigado anteriormente por crimes semelhantes. Natural de Minas Gerais, Lucas mora em Itaperuna, cidade onde continua a atuar.

De acordo com os agentes envolvidos, as buscas realizadas hoje têm o objetivo de apreender materiais que estão em poder de Lucas e de outras pessoas investigadas, para esclarecer todos os detalhes do esquema criminoso.


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