Caio Bruno atuava no Denarc e teria se envolvido em confusão com moradores na Favela do Gato; cinco suspeitos foram detidos

Lívia Gennari Publicado em 03/09/2025, às 10h04
Um policial civil foi morto na noite da última terça-feira (2) na Favela do Gato, no Bom Retiro, região central de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar (PM), ele pode ter sido vítima de linchamento após se envolver em um desentendimento com moradores da comunidade.
O agente, identificado como Caio Bruno, atuava no Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil, na capital paulista. O corpo dele foi encontrado na madrugada desta quarta-feira (3), por volta das 3h, com ferimentos na cabeça e no tórax.
Cinco pessoas foram detidas para averiguação, enquanto o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga as circunstâncias e a motivação do crime.
Segundo relatos de um dos suspeitos à PM, Caio teria arrombado a porta de um apartamento na comunidade e se envolvido em luta corporal com ele, chegando a disparar um tiro que feriu o homem na perna. Após o episódio, os moradores teriam reagido, linchando o policial civil. O homem atingido pelo disparo foi detido pela PM em um hospital da região central, onde havia buscado atendimento. Ele era foragido da Justiça e tinha medidas restritivas impostas pela Lei Maria da Penha.
O DHPP ainda apura se o tiro que atingiu o suspeito foi realmente disparado por Caio. A arma do policial e seu carro foram encontrados próximos ao corpo, dentro da comunidade, e passarão por perícia da Polícia Técnico-Científica.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) afirmou que, “segundo informações preliminares, o policial foi localizado em via pública” na comunidade, e que policiais militares e o resgate foram acionados, constatando o óbito no local.
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