O delegado de polícia responsável por investigar o caso da grávida de 13 anos que convulsionou e teve um parto de risco, segundo a mãe dela, após ser negado

Redação Publicado em 26/05/2022, às 00h00 - Atualizado às 08h45
O delegado de polícia responsável por investigar o caso da grávida de 13 anos que convulsionou e teve um parto de risco, segundo a mãe dela, após ser negado atendimento médico, afirmouque vai apurar um possível estupro de vulnerável contra a adolescente, além da suposta omissão de socorro por parte da unidade de saúde. O caso aconteceu no Hospital Dr. Adhemar de Barros, em Apiaí, no interior de São Paulo, no último dia 9 de maio.
A autoridade policial, que não quis ter o nome citado na matéria, esclarece que antes dos 14 anos, a violência é presumida em qualquer relação sexual. Por esse motivo, a investigação do caso também terá esse viés.
O delegado, porém, diz não ter como afirmar que o caso seja de estupro de vulnerável, pois, segundo ele, antes é necessário saber quem é o pai do bebê – que ainda não teve identidade e idade reveladas (leia mais abaixo).
“Assim que a gente identificar o autor [pai do bebê], talvez a gente venha a instaurar inquérito policial para investigar o estupro de vulnerável contra ela praticado”, contextualiza. O protocolo ainda não tem data definida para finalizar.
O delegado explicou que, por ser menor de idade, o contato com a adolescente acontece pelo Conselho Tutelar. Então, a polícia deve acionar o órgão “para poder fazer o encaminhamento dela para o exame médico”. Só depois é feito um encaminhamento para a escuta especial, que acontece por meio de psicólogos especializados da prefeitura.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Apiaí, que administra o Hospital Dr. Adhemar de Barros, mas até a última atualização desta matéria, não teve retorno sobre o caso.

Adolescente ficou cinco dias inconsciente e internada na UTI — Foto: Arquivo Pessoal
O delegado afirma que “existe uma investigação em curso e, agora, vai ser agregada a questão do estupro de vulnerável, que também tem que ser apurado, além da suposta omissão de socorro no hospital”.
Em relação ao hospital, a autoridade policial determinou que fossem apresentadas informações sobre o caso e as providências administrativas adotadas. A unidade de saúde ainda não respondeu à polícia.
Acompanhada pela mãe, a gestante procurou atendimento médico no Hospital Dr. Adhemar de Barros ao apresentar mal estar, enjoo e vômitos. Segundo a família, a paciente teria sido “humilhada” durante o processo de triagem, e informada de que deveria procurar diagnóstico em outro local, já que a unidade “não é lugar para fazer pré-natal”.
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