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Meio Ambiente

Polícia Federal lança operação incêndios 2025 para combater crimes ambientais

O Pantanal é o bioma mais atingido, enquanto a Amazônia sofre perdas significativas de vegetação nativa devido a incêndios

O Pantanal é o bioma mais atingido, enquanto a Amazônia sofre perdas significativas de vegetação nativa devido a incêndios - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil
O Pantanal é o bioma mais atingido, enquanto a Amazônia sofre perdas significativas de vegetação nativa devido a incêndios - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 25/06/2025, às 19h25


A Polícia Federal (PF) anunciou, nesta quarta-feira (25), o início da Operação Incêndios 2025, que se concentrará nas áreas mais afetadas por crimes ambientais ao longo do último ano. A operação terá seu ponto de partida nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com planos de expansão para Acre, Amazonas, Rondônia e Pará nas próximas semanas.

Segundo o Relatório Anual do Fogo (RAF), elaborado pelo Mapbiomas e divulgado recentemente, o Pantanal se destaca como o bioma mais prejudicado por crimes ambientais nos últimos anos, exacerbado por eventos climáticos adversos. A Amazônia também enfrenta sérias perdas de vegetação nativa devido a incêndios.

A diretoria da Amazônia e Meio Ambiente da PF esclareceu que a principal meta da operação é fortalecer a resposta às crescentes ocorrências de crimes ambientais e à intensificação dos eventos climáticos extremos na região. Para isso, estão previstas ações preventivas e repressivas, que englobam uma série de medidas efetivas.

Em 2024, as iniciativas da PF no combate aos incêndios florestais resultaram na abertura de 138 inquéritos policiais. Em contraste, em 2023 foram registrados apenas 46 inquéritos. No decorrer deste ano, já foram instaurados mais 42 investigações.

As investigações realizadas no último ano culminaram em 29 mandados de busca e apreensão, três ordens de prisão preventiva e 16 detenções em flagrante. Além disso, foram emitidas ordens judiciais que resultaram no sequestro de bens no valor superior a R$400 milhões.


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