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Operação Policial

Polícia Federal desmonta esquema de lavagem de dinheiro milionário

Mandados são cumpridos no RN, SP e RS contra suspeitos de usar empresas para esconder dinheiro ilegal

Agentes federais atuam em operação que desarticula esquema milionário de lavagem de dinheiro. - Imagem: Reprodução/Agência Brasil.
Agentes federais atuam em operação que desarticula esquema milionário de lavagem de dinheiro. - Imagem: Reprodução/Agência Brasil.

Erika Osti Publicado em 05/02/2026, às 14h44


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Pleonexia II para desarticular um núcleo especializado em lavagem de dinheiro ligado a uma organização criminosa que atuava por meio de fraudes em investimentos, principalmente no setor de energia solar. A ação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva, 17 de busca e apreensão e determinou o bloqueio de bens e valores estimados em R$ 244 milhões, por ordem da 14ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte.

Os mandados foram executados simultaneamente em Natal, no Rio Grande do Norte, São Paulo, na capital paulista, e São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, em uma ofensiva que marca o avanço das investigações sobre o braço financeiro do grupo. A operação é um desdobramento de uma fase anterior, que já havia revelado a existência de um esquema estruturado para captar recursos de investidores com promessas de rendimentos elevados e incompatíveis com o mercado, sustentadas por contratos e negócios simulados.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados utilizavam empresas de fachada e negociações fictícias para ocultar e dissimular a origem do dinheiro obtido ilegalmente. O objetivo era reinserir os valores no sistema financeiro formal, dando aparência de legalidade ao patrimônio. Parte dos recursos, segundo a investigação, foi lavada por meio da aquisição e revenda de bens de alto valor, prática recorrente em esquemas desse tipo.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam veículos de luxo, equipamentos eletrônicos, documentos e anotações, que agora serão analisados para aprofundar o rastreamento do fluxo financeiro da organização. O material também pode contribuir para a identificação de outros envolvidos e possíveis beneficiários do esquema, além de subsidiar futuras medidas de ressarcimento às vítimas, cujo prejuízo total ainda está em apuração.

A força-tarefa contou com a atuação direta da Polícia Federal e com apoio da Justiça Federal. Segundo a corporação, as prisões preventivas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades criminosas, preservar provas e garantir o avanço das investigações.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, ocultação e dissimulação de bens e valores e organização criminosa, crimes que preveem penas elevadas na legislação brasileira.

A Operação Pleonexia II integra o conjunto de ações da Polícia Federal voltadas ao combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, especialmente em esquemas que utilizam estruturas empresariais complexas para esconder a origem de recursos ilícitos.


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