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PM que matou jovem na Zona Leste é oficializada como soldado

Mudança foi publicada no Diário Oficial duas semanas após o caso

PM disparou contra jovem durante ação policial que é investigada em São Paulo - Imagem: Reprodução
PM disparou contra jovem durante ação policial que é investigada em São Paulo - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 17/04/2026, às 20h33


A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, teve a condição de soldado oficializada no Diário Oficial desta sexta-feira (17), duas semanas após matar Thawanna Salmázio com um tiro no peito durante uma abordagem em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo.

Yasmin continua afastada das atividades operacionais e é investigada pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil.

Após a publicação, a Secretaria da Segurança Pública informou que a medida não se trata de promoção. Segundo a pasta, a alteração ocorreu por causa da Lei nº 18.442, sancionada no início de abril, que extinguiu a divisão entre soldados de 1ª e 2ª classe, unificando a graduação sob o nome de soldado PM.

Ainda de acordo com o governo paulista, a mudança também prevê equiparação salarial automática aos policiais que pertenciam à antiga 2ª classe. A secretaria ressaltou que a medida vale para todos os agentes nessa situação e não tem relação com progressão individual na carreira.

Relembre o caso

O episódio aconteceu no início do mês. Thawanna caminhava pela rua durante a madrugada ao lado do marido quando o braço dele encostou no retrovisor de uma viatura em patrulhamento. O veículo deu ré e os policiais iniciaram uma discussão com o casal.

Imagens registradas pela câmera corporal do motorista mostram o momento em que Yasmin desce da viatura. Em seguida, é possível ouvir Thawanna pedindo para que a policial não apontasse o dedo para ela. Logo depois, o disparo é efetuado.

Na época, Yasmin estava na fase final de formação na corporação e atuava nas ruas havia cerca de três meses. Ela não utilizava câmera corporal no momento da ocorrência.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou hemorragia interna aguda como causa da morte de Thawanna.

Agora, o caso segue sob investigação das autoridades, que analisam imagens, depoimentos e demais provas para esclarecer as circunstâncias do disparo e eventual responsabilização dos envolvidos.


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