Esquema movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão, com mercadorias de uma fábrica clandestina em Minas Gerais

William Oliveira Publicado em 09/10/2024, às 09h22
Na manhã desta quarta-feira (9), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação de grande envergadura para combater a venda de cigarros falsificados. A investigação revelou que esses produtos eram fabricados por trabalhadores paraguaios submetidos a condições análogas à escravidão.
Até o momento, a operação está em andamento no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e Pernambuco, onde estão sendo cumpridos dois mandados de prisão e 41 de busca e apreensão. Além disso, foram decretados bloqueios e sequestros de bens dos envolvidos.
Conforme apurado, o esquema movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão. Para operacionalizar o transporte das mercadorias ilegais, a quadrilha recorria à falsificação de documentos e notas fiscais.
As investigações indicam que os suspeitos inicialmente comercializavam cigarros autênticos, mas posteriormente expandiram suas atividades ilícitas ao incluir produtos de uma fábrica clandestina localizada em Minas Gerais.
Os acusados enfrentam diversas acusações criminais, incluindo falsificação de cigarros e documentos tributários, comércio de produtos impróprios para consumo humano, exploração do trabalho escravo e lavagem de dinheiro. Se condenados, as penas podem somar mais de 48 anos de reclusão
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