Diário de São Paulo
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PF descobre fábrica clandestina de armas no interior de SP e prende dois suspeitos

Fábrica funcionava disfarçada de indústria aeronáutica em Santa Bárbara D’Oeste; policiais encontraram fuzis, munições e peças para montagem de armas

Apreensão de arsenal em fábrica clandestina no interior de SP - Imagem: Divulgação | PF
Apreensão de arsenal em fábrica clandestina no interior de SP - Imagem: Divulgação | PF

Lívia Gennari Publicado em 21/08/2025, às 15h34


Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar (PM) realizada na noite da última quarta-feira (20), levou à descoberta de uma fábrica clandestina de armas de fogo em Santa Bárbara D’Oeste, no interior de São Paulo. Dois homens suspeitos de comandar o local foram presos em flagrante.

A investigação começou no início do mês, após denúncias apontarem a produção ilegal de armamentos na região. O esquema chamou a atenção pela estruturação: as armas eram fabricadas com maquinário de alta precisão, semelhante ao utilizado na indústria aeronáutica.

Para despistar as autoridades, os responsáveis mantinham a fachada de que o espaço era uma unidade voltada à fabricação de peças aeronáuticas. Os policiais perceberam movimentações suspeitas envolvendo o transporte de caixas entre a fábrica e uma residência localizada em Americana, município vizinho. Durante a abordagem, foram apreendidas diversas peças de fuzis dentro do veículo.

Em seguida, os agentes realizaram buscas na casa e encontraram armamentos completos, munições e um estoque adicional de componentes para montagem de novas armas. Segundo a PF, a quantidade e o tipo de equipamentos encontrados indicam que a fábrica tinha capacidade para produzir fuzis em larga escala, o que representa um grave risco à segurança pública.

Os dois suspeitos foram levados para a Delegacia da Polícia Federal em Campinas, responsável pela investigação. Eles responderão por posse e comércio ilegal de armas de fogo, crime previsto no Estatuto do Desarmamento. Ambos permanecem detidos e à disposição da Justiça.

A polícia continua investigando a participação de outras pessoas no esquema e qual a destinação das armas produzidas. O inquérito também apura eventuais ligações do grupo com organizações criminosas da região.


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