Diário de São Paulo
Siga-nos
Golpe

PF conclui investigação de Bolsonaro e mais 36 por tentativa de golpe de Estado

O relatório da investigação já foi encaminhado ao STF

O relatório da investigação já foi encaminhado ao STF - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil
O relatório da investigação já foi encaminhado ao STF - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 21/11/2024, às 18h33


A Polícia Federal concluiu recentemente um extenso inquérito que investigou a existência de uma organização criminosa acusada de tentar impedir a posse do então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu vice, Geraldo Alckmin, no início de 2023. O grupo visava manter Jair Bolsonaro no poder, após sua derrota nas eleições presidenciais de 2022.

Em comunicado oficial, a Polícia Federal confirmou que o relatório final da investigação já foi submetido ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os principais indiciados estão figuras proeminentes como o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, o deputado federal Alexandre Ramagem, que anteriormente dirigiu a Agência Brasileira de Informações (Abin), além de outros ex-ministros e altos oficiais militares e políticos.

Além dos mencionados, outras 29 pessoas foram formalmente acusadas de crimes que incluem abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e participação em organização criminosa. Os nomes listados abrangem uma gama diversificada de indivíduos, incluindo militares, políticos e civis.

A investigação revelou que as atividades do grupo eram altamente coordenadas, com divisões claras de tarefas entre os envolvidos. Isso possibilitou a identificação precisa das ações de cada membro dentro da organização. A operação identificou seis núcleos distintos: um voltado para Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral; outro para Incitar Militares ao Golpe; além dos núcleos Jurídico, Operacional de Apoio às Ações Golpistas, Inteligência Paralela e um núcleo para a execução de medidas coercitivas.

As evidências contra os acusados foram reunidas através de uma série de operações policiais conduzidas ao longo de quase dois anos. As ações incluíram a quebra de sigilos telemático, telefônico, bancário e fiscal, além do uso de colaborações premiadas e buscas autorizadas judicialmente. Com a entrega do relatório ao STF, a Polícia Federal considera encerrada essa fase das investigações sobre as tentativas de subverter o processo democrático no Brasil.


últimas notícias