A irmã da mulher que foi alvejada junto com as filhas adolescentes durante um latrocínio em Itanhaém, no litoral de São Paulo, afirmou que a familiar lhe

Redação Publicado em 28/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 08h28
A irmã da mulher que foi alvejada junto com as filhas adolescentes durante um latrocínio em Itanhaém, no litoral de São Paulo, afirmou que a familiar lhe contou que os assaltantes disseram às vítimas que elas iriam morrer. A adolescente de 17 anos, sobrinha da familiar que conversou com o g1, e o pedreiro Geosaldo Cesário Monteiro, de 44 anos, que realizava serviços no imóvel, morreram pouco depois de serem baleados na região da cabeça.
A mãe da adolescente, de 41 anos, e a irmã mais nova dela, de 12, também foram alvejadas na cabeça pelos criminosos, mas sobreviveram e seguiam internadas na manhã desta terça-feira (27).
O latrocínio ocorreu por volta das 19h da última sexta-feira (24) no bairro Suarão. Além de roubar o carro da família, os suspeitos também levaram diversos pertences da residência e atiraram nas vítimas. Imagens de câmera de monitoramento flagraram uma dupla de assaltantes andando em direção à residência para efetuar o crime.
Em entrevista à TV Tribuna, a mulher, que é irmã da mãe das adolescentes e prefere não se identificar, relatou que a sua familiar [irmã] contou que a filha mais nova, de 12 anos, estava lavando o carro do lado de fora de casa quando dois criminosos a abordaram. “Minha irmã contou que, nesse momento, minha sobrinha mais velha ouviu um barulho e foi em direção a minha sobrinha mais nova”, afirma.

Em seguida, segundo relato da irmã a mulher, os criminosos já entraram com as menores na sala. “Minha irmã estava sentada assistindo TV e eles já falaram que era um assalto, pediram para ficar quieta e não reagir. Nisso, ela pediu que ele tivesse calma e ele perguntou quem estava na casa, e disse que se ela não falasse todos iriam morrer. Minha irmã explicou que só estavam elas e o pedreiro, que tomava banho naquele momento”, diz.
Logo depois, a dupla foi até o banheiro e abriu a porta, ameaçando o pedreiro de morte. “Segundo minha irmã, eles tiraram o homem pelado do banheiro, levaram todo mundo para sala e pediram o celular de todos, para fazer PIX. Ele perguntou o que tinha no quarto da minha irmã e levou as três para lá, colocando elas no banheiro e o pedreiro no quarto. Ele pegou a extensão, amarrou o pedreiro e colocou ele no banheiro. Ainda conforme minha irmã me contou ela dizia o tempo todo para eles levarem tudo e em nenhum momento reagiu, assim como o Seu José, como chamamos o pedreiro, também não abriu a boca”, afirma.
De acordo com a familiar, a irmã contou que um ficou na vigia das vítimas e outro foi pegando os itens que levaria da casa e colocando no portão. “Depois, ele voltou, pegou a arma do rapaz moreno que estava na vigia e falou ‘agora é a hora de vocês morrerem’ e atirou primeiro na minha irmã. Onde deu dois tiros em direção ao rosto, sendo que um pegou no pulso e outro no dedinho e rosto. Aí ela escutou barulhos, que foi onde ele atirou na cabeça das minhas sobrinhas e depois atirou no Seu José”, disse a familiar chorando.
“Depois dos tiros, minha irmã ouviu a filha mais nova chorar, porque a mais velha já não falava nada, Então minha irmã disse, filha vamos fingir que a gente tá morta para eles irem embora. Minha sobrinha ficou quieta, mas ele já tinha escutado uma voz e voltou dizendo: ‘você ainda está viva’, pegou a arma e mirou na testa dela, apertou de novo, mas não tinha mais bala. Nessa hora minha irmã conseguiu empurrar ele e fechar a porta do banheiro, gritando por socorro.”
Nesse momento, a mãe viu que Isabelle Amaral Costa, de 17 anos, já estava desfalecida. “Minha irmã falava ‘filha volta para mim’. Ela pulou a janela do quarto para pedir ajuda, nem esperou eles saírem, porque sabia que todos morreriam se não pedisse, foi aí que ela pediu ajuda aos vizinhos. Ela queria socorrer as filhas. Nisso, minha sobrinha mais nova também pulou a janela e saiu correndo pedindo ajuda, mas desmaiou. As pessoas que ajudaram, a polícia chegou e socorreu ao hospital. Infelizmente, minha sobrinha mais velha morreu”, diz.
A mulher relata que a sobrinha mais nova segue lutando pela vida e a irmã não corre risco de morte. “O cara [que atirou] é um louco, psicopata, não pode sair impune, ele estava de saidinha e temos que implorar para a Justiça para isso não acontecer. Se eles estivessem presos, minha família estava em paz e feliz. Só pedimos justiça e que nossas leis mudem, que eles nunca saíam da cadeia. Porque ninguém reagiu em nenhum momento e mesmo assim o atirador foi frio. Estamos vivendo um pesadelo”, diz.
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G1
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