Criança de 3 anos deixou abrigo após decisão judicial e passou o Ano Novo com o genitor; casal suspeito segue preso preventivamente

Gabriela Nogueira Publicado em 07/01/2026, às 12h04
A menina de 3 anos que teve a mãe e o padrasto presos por suspeita de abuso sexual em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, passou a viver com o pai após decisão da Justiça que concedeu a ele a guarda provisória da criança. A mudança ocorreu no dia 31 de dezembro, véspera de Ano Novo, quando a menor foi levada para Paranapanema, cidade onde o pai mora, na região de Itapetininga.
Até então, a criança estava acolhida em um abrigo institucional, sob acompanhamento do Conselho Tutelar, enquanto o caso era apurado. A guarda foi concedida após avaliação judicial, que considerou as condições do pai para receber a filha e garantir sua proteção.
Segundo a advogada do genitor, Beatriz Moreno, o reencontro entre pai e filha foi marcado por forte emoção. A menina teria reagido com alegria ao ver o pai e demonstrado vínculo afetivo, após encontros monitorados realizados anteriormente na instituição de acolhimento. Agora, o pai pretende ingressar com pedido de guarda definitiva.
A mãe da criança, Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, e o padrasto, Andrey Gabriel Eduardo Bento Zancarli, de 23, foram presos no dia 10 de dezembro. A prisão ocorreu após denúncia feita por um homem que mantinha um relacionamento extraconjugal com Leiliane e procurou a Polícia Civil ao encontrar mensagens e vídeos que indicariam abusos contra a criança.
De acordo com a investigação, o denunciante teve acesso ao celular da mulher e identificou conversas trocadas com o companheiro, incluindo registros em vídeo de atos de natureza sexual envolvendo a menina. O material foi apresentado à polícia, que iniciou diligências e efetuou as prisões. Andrey foi detido em casa, onde estava com a criança e um bebê de quatro meses, filho do casal. Leiliane foi presa no local de trabalho.
A Polícia Civil aponta que os vídeos tinham como objetivo satisfazer fantasias sexuais do casal. Há ainda indícios de que substâncias teriam sido administradas à criança para facilitar os abusos, informação que também consta nas conversas analisadas pelos investigadores.
Embora os suspeitos neguem a prática de estupro, ambos admitiram ter gravado os vídeos encontrados nos aparelhos celulares. As prisões em flagrante foram convertidas em preventivas pela Justiça.
O casal deve responder por estupro de vulnerável, crime que, pela legislação brasileira, independe da ocorrência de conjunção carnal, além de divulgação de cenas de sexo e exploração sexual infantil.
O caso causou forte comoção e segue sob acompanhamento das autoridades, com foco na proteção integral da criança e na responsabilização dos envolvidos.
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