Membros estabelecem diretrizes para o vestuário, ocultação de tatuagens e a necessidade de portar 'máscaras de Covid' para cobrir o rosto

Marina Roveda Publicado em 06/12/2023, às 07h55
A escalada da violência em Copacabana nas últimas semanas tem provocado o ressurgimento de grupos "justiceiros" no bairro, uma cena reminiscente do ocorrido em 2015. Através de grupos de WhatsApp, esses "justiceiros" se organizam em pelotões com o objetivo de "caçar" aqueles que cometem roubos na região.
O g1 teve acesso a conversas que revelam integrantes exibindo armas, incluindo soco-inglês, pedaços de pau, e até mencionando uma 'retaguarda de peça', referindo-se a pessoas armadas para dar cobertura. As discussões incluem planos detalhados sobre como "dar uma lição" nos suspeitos de roubo, com integrantes vestindo preto, escondendo tatuagens e usando "máscaras de covid" para ocultar os rostos.
Preocupante é a disposição desses grupos em recorrer à violência física. Um integrante ameaça quebrar ossos da cara dos supostos criminosos como retaliação a um ataque anterior a um empresário na região.
A situação se intensifica com a proposta de um professor de jiu-jítsu, Fernando Pinduka, que convocou uma "força-tarefa" para "neutralizar esses meliantes em defesa da tranquilidade do bairro". Ele expressa indignação com as agressões recentes e alega que sua intenção é organizar uma iniciativa para restaurar a ordem em Copacabana.
O aumento nos índices de violência, especialmente em roubo e furto, segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, parece ser o catalisador para essas reações extremas. Furtos a transeuntes, roubos de celular e furtos em coletivos são alguns dos indicadores que apresentaram aumentos significativos em Copacabana, de acordo com os dados do período de janeiro a outubro de 2022 e 2023.
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