Empresário e advogado firmam acordo com o Ministério Público Eleitoral; benefício prevê multa, comparecimento em juízo e restrições de conduta.

Redação Publicado em 25/02/2026, às 10h38
A Justiça Eleitoral homologou um acordo que suspende por dois anos a ação penal contra Pablo Marçal, investigado por divulgar um laudo médico falso contra Guilherme Boulos durante as eleições de 2024, decisão que pode impactar sua carreira política.
O acordo, proposto pelo Ministério Público Eleitoral, inclui condições como comparecimento obrigatório em juízo e pagamento de R$ 5 mil a uma entidade, sem implicar confissão de culpa por parte de Marçal e seu advogado.
Um terceiro acusado não aceitou o acordo e continuará a responder à ação penal, enquanto Marçal já enfrenta condenação cível por calúnia e indiciamento por uso de documento falso na esfera criminal.
A Justiça Eleitoral homologou acordo que suspende por dois anos a ação penal eleitoral contra Pablo Marçal, investigado pela divulgação de um laudo médico falso contra Guilherme Boulos durante as eleições municipais de 2024.
A decisão foi proferida pela juíza Maria Elizabeth de Oliveira Bortoloto, da 386ª Zona Eleitoral de Barueri, após proposta do Ministério Público Eleitoral. O acordo também contempla o advogado Tassio Renam Souza Botelho.
Segundo os termos homologados, a suspensão condicional do processo não implica confissão de culpa.
Quais são as condições
Durante o período de dois anos, Marçal e o advogado deverão cumprir uma série de medidas:
Comparecimento pessoal obrigatório em juízo a partir de 13 de março de 2026
Proibição de se ausentar da comarca sem autorização judicial
Obrigação de manter endereço atualizado
Proibição de frequentar bares, boates e casas de prostituição
Pagamento de prestação pecuniária mínima de R$ 5 mil cada, destinada à entidade Comunidade Terapêutica Acolhedora Filhos da Luz
O descumprimento pode levar à revogação do benefício e à retomada do processo criminal.
Um terceiro acusado recusou o acordo e seguirá respondendo à ação penal.
Origem do caso
O Ministério Público Eleitoral denunciou Marçal por divulgar, às vésperas do primeiro turno de 2024, um documento que atribuía a Boulos o uso de drogas.
A Justiça Eleitoral determinou a remoção do conteúdo das redes sociais após identificar indícios de falsidade.
Perícias do Instituto de Criminalística e da Polícia Federal concluíram que a assinatura atribuída ao médico no documento era falsificada. O profissional citado havia falecido em 2022 e, segundo familiares, não tinha relação com a clínica mencionada.
Na esfera cível, Marçal já foi condenado a pagar indenização por calúnia relacionada ao mesmo episódio.
A Polícia Federal também indiciou o empresário pelo uso de documento falso. Em depoimento, ele afirmou que a publicação foi feita por integrantes de sua equipe.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Memes por Endrick viram fenômeno mundial e colocam Ancelotti no centro das brincadeiras da Copa

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

MP solicita contratos de Neymar e Virginia com Blaze em investigação sobre publicidade de apostas

O lugar a que pertencemos

Por que Ricardo Gontijo se tornou um dos empresários mais controversos da construção civil

Ex-jogador Leandro Guerreiro é preso por dívida de pensão alimentícia em São Paulo

Hapvida inaugura novo Centro de Pesquisa Clínica e reforça aposta na inovação em saúde

Em depoimento, Bolsonaro diz que não podia ficar desarmado durante prisão domiciliar: “três mulheres em casa”

Enel investe R$ 2,9 milhões em eficiência energética no TRE de São Paulo