Dois funcionários foram sentenciados a 5 anos e 5 meses de prisão por emissão fraudulenta de quase 4 mil habilitações em Ribeirão Pires.

Redação Publicado em 23/02/2026, às 10h53
Dois funcionários do Detran-SP foram condenados por emitir quase 4 mil Carteiras Nacionais de Habilitação fraudulentas em Ribeirão Pires, resultando em penas de cinco anos e cinco meses de reclusão, além de multas e perda dos cargos públicos.
Entre dezembro de 2014 e junho de 2015, os servidores utilizaram senhas funcionais para emitir CNHs sem que os candidatos realizassem os exames obrigatórios, causando um prejuízo superior a R$ 405 mil aos cofres públicos.
O Detran-SP cancelou todas as CNHs irregulares e afirmou que colaborou com as investigações, enquanto os envolvidos foram afastados do acesso aos sistemas durante os processos administrativos.
A Justiça de São Paulo condenou dois funcionários do Detran-SP por envolvimento em um esquema de emissão fraudulenta de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo.
Tiago Santos da Silva e Paulo José da Silva receberam pena de cinco anos e cinco meses de reclusão em regime inicial semiaberto, além de multa e perda dos cargos públicos. A sentença foi proferida pela 2ª Vara Criminal do município.
Quase 4 mil CNHs irregulares
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), os servidores usaram senhas funcionais para emitir 3.983 CNHs entre dezembro de 2014 e junho de 2015 sem que os candidatos realizassem aulas teóricas, práticas ou exames obrigatórios. Também houve dispensa do pagamento de taxas.
De acordo com os cálculos do MP, o prejuízo aos cofres públicos em Ribeirão Pires superou R$ 405 mil.
O promotor responsável pelo caso afirmou que houve grave violação das funções públicas, comprometendo a segurança no trânsito e a arrecadação estadual.
Esquema veio à tona em 2015
A fraude foi denunciada em 2015 após reportagem do SP1 revelar que o então jogador do Corinthians, Malcom, havia obtido habilitação apenas 20 dias após completar 18 anos, prazo considerado incompatível com o processo regular.
Investigações posteriores identificaram que o esquema teria beneficiado milhares de pessoas em diversas cidades paulistas e movimentado cerca de R$ 10 milhões.
O Detran-SP informou que colaborou com as investigações, que todas as CNHs emitidas irregularmente foram canceladas e que os envolvidos estavam sem acesso aos sistemas enquanto respondiam aos processos administrativos.
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