Luiz Henrique, jogador do Botafogo e da seleção brasileira, foi alvo de extorsão por parte da prima da ex-mulher, para evitar a divulgação de imagens e mensagens pessoais antes da final da Libertadores

William Oliveira Publicado em 03/12/2024, às 10h40
Em um episódio que chamou a atenção do mundo esportivo, o jogador Luiz Henrique, do Botafogo e da seleção brasileira, foi alvo de uma tentativa de extorsão que resultou na prisão de Raíssa Cândida da Rocha. As ameaças, realizadas por meio de mensagens no WhatsApp, exigiam um pagamento de R$ 20 mil para evitar a divulgação de imagens e mensagens pessoais do atleta.
Raíssa, que é prima da ex-esposa do jogador, Ana Carolina Andrade, foi detida em flagrante. As investigações iniciais apontam que ela agia em conluio com outras pessoas ainda não identificadas. A Polícia Civil está em busca de mais envolvidos na trama criminosa, enquanto o caso permanece sob sigilo.

As mensagens ameaçadoras começaram a ser enviadas na véspera de jogos importantes, incluindo a final da Copa Libertadores, com o intuito de desestabilizar psicologicamente Luiz Henrique. "Manda o comprovante. Não demora pra fazer jogador", dizia uma das mensagens, pressionando o atleta durante seus treinos.
"Você tá pagando mesmo para ver. Tá gostando de sair na mídia (...) Eu não tenho nada a perder. Quem tem é você. Faz tua história de forma positiva. As coisas que eu tenho aqui de você só vai fazer você virar mais chacota ainda. Dito isso, os 20 mil na minha conta até amanhã até às 9h (SIC) ou você terá suas intimidades reveladas", dizia a mensagem.
A Delegacia Antissequestro (DAS) iniciou as investigações após denúncia feita pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo. O episódio também remonta a um incidente anterior, em que um homem teria solicitado R$ 40 mil em circunstâncias semelhantes.
Um dos números utilizados nas mensagens pertencia ao ex-empresário de Luiz Henrique, Johnny Max Teixeira. Ele prestou depoimento à polícia e negou qualquer envolvimento. Em nota oficial, Johnny Max reafirmou sua inocência e cooperou plenamente com as autoridades, o que levou ao seu desligamento como suspeito.
Na sequência dos acontecimentos, a polícia prendeu Raíssa em Duque de Caxias após identificar seu envolvimento direto no crime.
"As tentativas de extorsão aconteciam antes de jogos decisivos, com o jogador concentrado, num momento psicológico importante. Então, havia um claro interesse em desestabilizar o atleta", afirmou o delegado Carlos Eduardo Rangel.
Os agentes recomendaram que Luiz Henrique parasse de interagir com as mensagens e concentraram seus esforços em identificar os responsáveis.
Leia na íntegra a nota de Johnny Max:
"Em atenção às matérias divulgadas pelo grupo Globo hoje, esclarece-se que a prisão realizada pela delegacia anti-sequestro – DAS, no dia 29 de novembro do ano corrente, não tem qualquer relação com o empresario do jogador Luiz Henrique.
Em setembro de 2024, a SAF Botafogo noticiou a delegacia anti-sequestro – DAS, que o jogador Luiz Henrique estaria sofrendo extorsão por parte de pessoas mal-intencionadas. De forma equivoca, a SAF informou a delegacia que os áudios, solicitando valores indevidos em troca de não divulgar informações e fotos intimas do jogador, teria sido enviado do aparelho celular do Ex empresário.
A acusação foi rechaçada no momento em que JOHNNY MAX TEIXEIRA compareceu à delegacia anti-sequestro – DAS, disponibilizando todas as informações solicitadas pela autoridade policial, demostrando sua inocência nos fatos apurados.
Acrescenta-se que, de imediato ao comparecimento em delegacia, o delegado responsável pelo caso descartou qualquer envolvimento do ex-empresário do jogador, nos fatos apurados."
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