O Ministério da Agricultura informou nesta terça-feira (28) que Hong Kong, segundo maior comprador de carnes brasileiras em 2016, reduziu as restrições à

Redação Publicado em 28/03/2017, às 00h00 - Atualizado às 14h21
O Ministério da Agricultura informou nesta terça-feira (28) que Hong Kong, segundo maior comprador de carnes brasileiras em 2016, reduziu as restrições à importação do produto, adotadas após a deflagração da Operação Carne Fraca.
Na semana passada, o governo de Hong Kong anunciou a suspensão temporária das importações de carne produzida por qualquer empresa brasileira. Mais tarde, determinou também a retirada do produto que já estava à venda dentro do país.
De acordo com o ministério, Hong Kong decidiu nesta terça liberar a retomada das importações de carne brasileira e da venda no mercado interno, com exceção da carne produzida pelos 21 frigoríficos investigados pela operação da Polícia Federal. No caso desses 21 frigoríficos, a suspensão de importação continua valendo.
Segundo comunicado do Centro de Segurança Alimentar de Hong Kong, divulgado pelo Ministério da Agricultura, a liberação para importação vale imediatamente. No comunicado, o centro afirma ainda que não há indícios de problemas nos frigoríficos que exportam carne para o país e que eles não estão entre os 21 investigados.
O documento afirma ainda que Hong Kong verificou 66 amostras de carnes brasileiras antes de liberar as importações .
Antes de Hong Kong outros países – Chile, China e Egito – já haviam anunciado a redução de restrições à importação de carne brasileira.
Em nota, a Presidencia da República informou que o país recebe “com satisfação” a decisão de Hong Kong.
“Com essa medida, todos os grandes mercados para exportações de carnes brasileiras encontram-se novamente reabertos. Trata-se de uma vitória para o setor agroexportador brasileiro e um resultado importante logrado pelos esforços conjuntos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Itamaraty e do Consulado-Geral do Brasil em Hong Kong. A reabertura reafirma a qualidade e a solidez do sistema sanitário nacional”, diz a nota.

(Foto: Arte G1)
DIMINUÍRAM RESTRIÇÕES
Chile: Suspendeu temporariamente as importações de todas as empresas. Depois, retirou o veto para importações de carnes brasileiras, mas manteve a suspensão para frigoríficos investigados.
China: Suspendeu o desembarque de carne brasileira, até ter mais informações. Depois, anunciou que vai abrir o mercado para a carne exportada pelo Brasil com exceção dos 21 frigoríficos investigados. Também decidiram não aceitar cargas libertadas pelos fiscais citados na operação.
Egito: Suspendeu temporariamente a importação de todas as empresas. Depois, afirmou que vai retomar as importações de carnes brasileiras, com exceção dos 21 frigoríficos investigados.
Barbados: Suspendeu as importações de carne processada. Posteriormente decidiu reabrir o mercado. Sem restrições.
Hong Kong: Suspendeu temporariamente a importação de todas as empresas. Agora liberou a importação, mas restringiu os 21 frigoríficos investigados.
SUSPENSÃO
Argélia: Suspendeu temporariamente as importações de carnes brasileiras.
Jamaica: Suspendeu temporariamente a importação de carne processada e pediu o recolhimento dos produtos que estavam no mercado interno.
Marrocos: Suspendeu temporariamente todas as importações.
México: Suspendeu temporariamente a importação de carnes brasileiras.
Panamá: Suspendeu temporariamente a importação de carne processada.
Qatar: Paralisou o desembarque de carne brasileira até a validação de testes por amostragem.
Santa Lúcia: Suspendeu todas as importações de carnes processadas e determinou recall dos produtos no mercado interno.
São Cristovão e Névis: Suspensão de todas as empresas e recall de carne processada no mercado interno.
São Vicente e Granadinas: Suspensão temporária com recall de produtos no mercado interno.
Trinidad e Tobago: Suspendeu temporariamente a importação de carne processada e pediu o recolhimento dos produtos que estavam no mercado interno.
Zimbábue: Suspendeu temporariamente todas as importações.
SUSPENSÃO PARCIAL
Arábia Saudita: Suspendeu de 4 empresas citadas na operação.
África do Sul: Suspendeu temporariamente a importação de carne de seis frigoríficos.
Bahrein: Suspendeu de 4 empresas citadas na operação, seguindo a Arábia Saudita. O Ministério da Agricultura diz que a informação é da imprensa local.
Emirados Árabes: Suspensão temporária de 6 empresas investigadas.
Japão: Suspendeu temporariamente a importação de carne dos 21 frigoríficos investigados.
Vietnã: Suspendeu temporariamente a importação de carne dos 21 frigoríficos investigados.
Peru: O país suspendeu a permissão para a importação de carne de frango de duas empresas brasileiras investigadas.
União Europeia: Suspendeu temporariamente a importação de todos os frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca e intensificou o controle sanitário.
Suíça: Suspendeu temporariamente a importação de carne vinda de quatro frigoríficos.
Canadá: Suspendeu temporariamente a importação de carne dos 21 frigoríficos investigados.
REFORÇO DO CONTROLE PELAS AUTORIDADES SANITÁRIAS
Coreia do Sul: Aumentou de 1% para 15% das amostras inspecionadas. O país anunciou suspensão das importações, mas voltou atrás no dia 21de março.
Estados Unidos: Anunciou que vai inspecionar 100% das amostras que chegarem ao país.
Malásia: Elevou a fiscalização para nível 5.
Argentina: Realizará controle maior das importações.
PEDIDOS DE INFORMAÇÕES
Israel: Pediu informação sobre unidades exportadoras.
Rússia: Pedido de informação sobre frigoríficos específicos.
Irã: Pediu mais informações ao governo brasileiro.
OUTRAS MEDIDAS
Granada: Recall no mercado interno de carnes processadas.
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