Rapper é acusado pelo Ministério Público de colocar agentes da Polícia Civil em risco durante operação da DRE em imóvel ligado ao artista na zona oeste carioca.

Redação Publicado em 11/05/2026, às 09h45
O rapper Oruam será julgado no Rio de Janeiro por tentativa de homicídio contra policiais civis durante uma operação em 2025, onde houve resistência à ação policial, resultando em risco para os agentes.
O Ministério Público acusa Oruam de tentar matar os policiais e também o responsabiliza por resistência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio público, enquanto sua situação se complicou com a determinação de prisão preventiva por descumprimento de medidas cautelares.
O artista é alvo de outra investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas ao Comando Vermelho, e sua defesa ainda não se manifestou sobre a audiência que começará a ouvir testemunhas e analisar provas.
O rapper Oruam será julgado pela Justiça do Rio de Janeiro sob acusação de tentativa de homicídio contra policiais civis durante uma operação realizada em 2025 na zona oeste da capital fluminense.
A audiência de instrução do caso foi marcada para esta segunda-feira (11) e marca o início da fase em que testemunhas começam a ser ouvidas e provas passam a ser analisadas pelo Tribunal do Júri.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram até um imóvel ligado ao cantor, no bairro do Joá, para cumprir mandado relacionado a um adolescente investigado por tráfico de drogas.
Durante a ação policial, de acordo com os investigadores, houve reação contra os agentes. Objetos teriam sido arremessados em direção às equipes, colocando policiais em situação de risco.
Para o MP, a conduta configura tentativa de homicídio qualificado.
Além dessa acusação, Oruam também responde por resistência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio público.
A situação judicial do artista se agravou após a Justiça determinar novamente sua prisão preventiva. O rapper passou a ser considerado foragido depois que, segundo decisão judicial, teria descumprido medidas cautelares impostas anteriormente, incluindo regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.
O nome do cantor ainda aparece em outra investigação conduzida pela Polícia Civil envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro atribuídas ao Comando Vermelho.
Em operação realizada no fim de abril, investigadores incluíram Oruam na lista de procurados. Familiares do artista também foram alvo da ação, entre eles a mãe, Márcia Gama, e o irmão Lucas Santos Nepomuceno, conhecido como Lucca.
O caso ganhou enorme repercussão nas redes sociais e voltou a colocar o nome do rapper no centro de debates sobre crime organizado, influência cultural e violência urbana no Rio de Janeiro.
Até o momento, a defesa de Oruam não se pronunciou oficialmente sobre a audiência marcada pela Justiça.
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