A pastora detalhou as dificuldades que vem enfrentando no presídio em uma notícia-crime

Mateus Omena Publicado em 19/10/2022, às 11h06
A deputada federal cassada Flordelis dos Santos de Souza, 61 anos, denunciou à Polícia Civil que está sendo vítima de ameaças e intimidações por outras internas e policiais penais do Instituto Penal Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, em Bangu (RJ).
O relatou ocorreu depois que a pastora foi flagrada usando celular no presídio.
Em um notícia-crime, Flordelis afirma que, desde maio, após o ingresso de um aparelho celular para uso coletivo em sua galeria, sofre extorsões e recebe avisos de retaliação.
A pastora está presa preventivamente na unidade, desde agosto de 2021, acusada de ser mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.
De acordo com Flordelis, o celular começou a ser compartilhado pelas internas de sua galeria. Mas como não concordou com o esquema, passou a ser perseguida pelas presas e agentes. Após insistência, ela teria usado o aparelho, quando foi surpreendida com uma fiscalização em sua cela que gerou o primeiro procedimento disciplinar contra ela. Durante o episódio, ela disse que usava o telefone para se comunicar com o namorado.
A partir desse momento, algumas internas, com o aval de agentes, passaram a fazer exigências e ameaças, além de pagamentos a título de taxas de pedágio. Para se proteger, a ex-deputada, cedeu a algumas das cobranças e delegou a parentes as transferências bancárias a uma mulher.
No documento, Flordelis contou que, durante um ato de desespero em uma visita semanal, no dia 4 de outubro, pediu a um parente aproximadamente R$ 75, excedendo o limite legal. Quando voltou à cela, Flordelis teria confessado aos guardas que estaria cometendo infração por portar o valor, o que motivou a abertura de novo procedimento disciplinar em seu nome.
Embora tenha pago o valor exigido, as ameaças contra Flordelis persistiram. Mas, agora, a ex-deputada informou que não pode mais arcar com os valores e teme sofrer um atentado contra sua integridade física. Ao delegado Bruno Gilaberte, titular da 34ª DP (Bangu), ela pediu a instauração de procedimento para apuração dos fatos narrados.
A Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou que irá aguardar a comunicação da Polícia Civil para tomar as medidas necessárias, como a instauração de uma sindicância, para apurar o caso.
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