Diário de São Paulo
Siga-nos
ESTELIONATO

Falsos agentes do INSS causam prejuízo de R$ 300 mil a idosos; dupla foi presa durante operação em SP

Criminosos usavam uniformes falsos para coletar dados e contratar empréstimos consignados em nome das vítimas

Quadrilha visitava idosos e coletavam dados para aplicar golpes - Imagem: Reprodução
Quadrilha visitava idosos e coletavam dados para aplicar golpes - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 02/12/2025, às 17h12


A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (2), a segunda etapa de uma operação que mira uma quadrilha especializada em enganar aposentados com a falsa justificativa de realizar “provas de vida”. Dois suspeitos foram presos: um em Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, e uma mulher na zona leste da capital. A ação contou com apoio do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).

De acordo com os investigadores do 2º Distrito Policial de Praia Grande, o grupo se passava por servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para ter acesso a dados pessoais de idosos, muitos deles visitados em casa, onde os criminosos apareciam com crachás e camisetas semelhantes às usadas pelo órgão.

A partir das informações obtidas, eram contratados empréstimos consignados e realizadas transferências via Pix, gerando prejuízo estimado em mais de R$ 300 mil.

Dupla visitava vítimas para coletar informações

As investigações foram impulsionadas por uma série de boletins de ocorrência que relatavam abordagens idênticas: os suspeitos diziam precisar atualizar cadastros ou confirmar a identidade das vítimas, recolhiam documentos, fotografavam cartões bancários e apresentavam papéis para assinatura. Em seguida, contratos eram formalizados sem o conhecimento dos beneficiários.

Segundo a polícia, a dupla detida nesta manhã desempenhava funções distintas. Um dos envolvidos atuava na coleta de documentos e imagens e também fazia a vigilância externa durante as abordagens. Já o líder do esquema, Ezequiel Tupina, preso em setembro durante a primeira fase da operação, era o responsável por convencer os idosos, apresentando-se como funcionário público.

As vítimas reconheceram os investigados como autores dos golpes. O caso é apurado como organização criminosa e estelionato. A Polícia Civil afirma que as investigações prosseguem para localizar outros integrantes do grupo e rastrear possíveis ramificações em diferentes estados.


últimas notícias