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Falsa autoridade

Falso “tenente-coronel” monta batalhão clandestino e faz mais de 200 vítimas trabalharem sem salário

Suspeito simulava estrutura militar, cobrava taxas e prometia carreira pública inexistente.

Suspeito simulava autoridade militar para enganar vítimas e criar falso batalhão com mais de 200 pessoas - Imagem: Reprodução
Suspeito simulava autoridade militar para enganar vítimas e criar falso batalhão com mais de 200 pessoas - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 16/04/2026, às 09h48


Um esquema de fraude em Sabará, liderado por Luiz Fernando Dutra, envolve a criação de um falso batalhão militar que recrutou mais de 200 pessoas com promessas de carreira na segurança pública, exigindo trabalho sem pagamento e cobrando taxas indevidas.

As vítimas relataram que Dutra se apresentava como oficial da Polícia Militar, utilizando fardas e documentos falsificados, e impunha uma rotina disciplinar que incluía treinamentos e punições financeiras, além de custos adicionais com uniformes e cursos.

O esquema foi desmantelado após uma nova tentativa de golpe levantar suspeitas, resultando na prisão de Dutra, que foi liberado em seguida. As investigações continuam, com novas vítimas surgindo e especialistas alertando sobre a natureza fraudulenta de promessas de carreiras públicas fora dos meios legais.

Um esquema que mistura fraude, abuso de autoridade e manipulação psicológica está sendo investigado em Sabará. O homem identificado como Luiz Fernando Dutra é acusado de criar um falso batalhão militar e recrutar mais de 200 pessoas com promessas de carreira na segurança pública — exigindo trabalho sem pagamento e cobrando taxas indevidas.

Segundo relatos de vítimas, o suspeito se apresentava como oficial da Polícia Militar de Minas Gerais, utilizando fardas, documentos falsificados e uma rotina disciplinar inspirada no ambiente militar para dar aparência de legalidade ao esquema.

Dentro do suposto batalhão, os “recrutas” eram submetidos a treinamentos, regras rígidas e até punições financeiras. “Se não prestássemos continência, tínhamos que pagar. Trabalhamos por meses sem receber nada”, relatou uma das vítimas.

Além disso, os participantes eram obrigados a arcar com custos de uniformes, cursos e até eventos de “formatura”, sob a promessa de reembolso e futura contratação — o que nunca aconteceu.

A fraude só começou a ruir após inconsistências levantadas por terceiros em uma nova tentativa de golpe. O suspeito tentou intermediar um suposto financiamento para excursões escolares, alegando ligação com a Força Aérea Brasileira. A negociação levantou suspeitas e levou à denúncia que resultou em sua prisão em flagrante.

Mesmo detido, ele foi liberado após registro inicial por falsidade ideológica, já que não houve prejuízo financeiro consumado nesse episódio específico. As investigações, no entanto, continuam e novas vítimas têm surgido com relatos semelhantes.

Especialistas alertam que promessas de ingresso em carreiras públicas fora dos meios legais são sempre fraudulentas. Pela Constituição, cargos militares e civis exigem concurso público, e qualquer proposta fora desse modelo deve ser vista com desconfiança.

O caso também revelou impactos além do prejuízo financeiro. Em uma das frentes do golpe, estudantes chegaram a acreditar que participariam de atividades patrocinadas, gerando frustração e danos emocionais.

As imagens estarão disponíveis no Instagram do Diário de SP.


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