A Tribunal de Justiça de São Paulo determinou, nesta terça-feira (14), que a ex-tesoureira que desviou mais de R$ 5 milhões da prefeitura de Jales (SP) cumpra

Redação Publicado em 15/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 09h52
A Tribunal de Justiça de São Paulo determinou, nesta terça-feira (14), que a ex-tesoureira que desviou mais de R$ 5 milhões da prefeitura de Jales (SP) cumpra prisão domiciliar. Érica Cristina Carpi havia sido presa preventivamente no dia 31 de julho durante a Operação Farra do Tesouro, deflagrada pela Polícia Federal.
A Justiça acatou um pedido de liminar em habeas corpus solicitado pelo advogado da ex-tesoureira. Na decisão, o desembargador Diniz Fernando Ferreira da Cruz determinou a substituição da prisão preventiva pela domiciliar.
Pela decisão, Érica só poderá sair de casa a partir de uma autorização da Justiça. Ela também não poderá manter contato com qualquer envolvido no caso.
Além de Érica, também foram presos o marido dela Roberto Santos Oliveira, a irmã Simone Carpi Brandt e o cunhado, Marlon Brandt. A ex-secretária de Saúde Maria Aparecida Martins também foi presa no mesmo dia, mas teve a prisão temporária revogada.

Tesoureira foi presa pela PF dentro da casa dela na operação Farra do Tesouro em Jales (Foto: Reprodução/TV TEM)
De acordo com o delegado da PF, Cristiano Pádua da Silva, a família usou dinheiro público da educação, e principalmente da saúde, para bancar uma vida de luxo,como a construção de um rancho na zona rural de Jales.
Imagens de dentro do imóvel mostram que a “Estância Felicidade” conta com área gourmet, móveis e eletrodomésticos de luxo, piscina e palmeiras no jardim. A estimativa da PF é de que a ex-diretora financeira da prefeitura possa ter desviado até R$ 10 milhões das contas públicas em 10 anos.

Chácara de luxo na Zona Rural de Jales foi lacrada pela Polícia Federal (Foto: Reprodução/TV GLOBO)
“Difícil encontrar um imóvel no mesmo padrão em Jales. Tudo com recursos públicos. Desviaram um valor absurdo de, em média, R$ 100 mil por mês”, afirma o delegado.
No primeiro depoimento à PF, Érica confirmou que fazia os desvios desde 2008. O dinheiro, segundo a polícia, ia direto para contas da ex-servidora e até para as empresas do marido, que abriu três lojas de roupas e calçados.
Além da prisão da família, a polícia lacrou os comércios, a chácara e apreendeu carros de luxo, sendo que um dos veículos havia sido comprado dias antes. Policiais à paisana flagraram Roberto na concessionária fechando o negócio.

Polícia Federal em frente à casa da tesoureira da prefeitura de Jales (Foto: Janaína de Paula/TV TEM)
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