Diário de São Paulo
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Feminicídio

Ex-mulher de professora morta em SP transferiu R$ 5 mil para suspeito de ter cometido o crime, diz polícia

Fernanda Fazio teria feito dois repasses para um dos homens envolvidos no assassinato

Segundo investigação, o crime foi motivado por ciúmes e encomendado pela ex-companheira da vítima - Imagem: Reprodução | Redes Sociais
Segundo investigação, o crime foi motivado por ciúmes e encomendado pela ex-companheira da vítima - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 24/05/2025, às 17h46


A Polícia Civil de São Paulo divulgou novas informações sobre a morte da professora Fernanda Bonin, que foi assassinada no fim de abril na Zona Sul da capital. Fernanda Fazio, veterinária e ex-companheira da vítima, é apontada como mandante do crime e, segundo as investigações, fez duas transferências bancárias que somam quase R$ 5 mil para um dos suspeitos de envolvimento na execução do assassinato.

Segundo investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o dinheiro foi enviado para João Paulo Bourwuin, o primeiro suspeito preso na investigação. Imagens de câmeras de segurança mostram João Paulo abandonando o veículo da professora em uma rua próxima ao local onde o corpo foi encontrado. Na casa dele, os policiais localizaram uma coleção de barbantes, o mesmo material que, segundo laudos preliminares da perícia, foi utilizado para estrangular a vítima.

A descoberta das transações financeiras reforça a suspeita de que o crime foi planejado e encomendado. A motivação, conforme apontam os investigadores, seria ciúmes por parte de Fernanda Fazio, que não aceitava o fim do relacionamento com a professora.

De latrocínio a feminicídio
O caso, que inicialmente era tratado como um latrocínio (roubo seguido de morte), passou a ser investigado como feminicídio após a polícia identificar indícios claros de premeditação. De acordo com a polícia, não houve subtração de bens ou dinheiro da vítima, o que descaracteriza a hipótese de assalto.

Em 9 de maio, Fernanda Fazio se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, após ter sua prisão temporária decretada pela Justiça a pedido do DHPP. No mesmo dia, Jane Maria da Silva, que também aparece nas imagens abandonando o carro da professora, se entregou e foi presa. Jane estava com mandado de prisão em aberto.

Além de Fernanda, João Paulo e Jane, outro suspeito, Rosemberg Joaquim de Santana, está preso. Ele é apontado como um dos executores diretos do crime. Um quinto envolvido, Ivo Resende dos Santos, segue sendo procurado.

Relembre o caso
A dinâmica do crime ainda está sendo esclarecida, mas a Polícia Civil já sabe que a professora foi atraída para uma emboscada. Ela foi morta em 27 de abril deste ano, por estrangulamento, e seu corpo foi encontrado no dia seguinte, abandonado em uma área de mata na Zona Sul de São Paulo.

O carro da vítima foi localizado em uma rua próxima, e sua localização foi crucial para o avanço das investigações. A partir das imagens de câmeras de segurança que captaram os suspeitos abandonando o veículo, os investigadores conseguiram rastrear os envolvidos.

Defesa e próximos passos
A defesa de Fernanda Fazio informou que só irá se pronunciar após ter acesso integral aos autos do inquérito. Enquanto isso, a Polícia Civil aguarda a conclusão de laudos periciais complementares, que são considerados fundamentais para finalizar o inquérito e oferecer denúncia formal ao Ministério Público.

A Secretaria de Segurança Pública informou, em nota, que o trabalho da polícia segue focado na captura do suspeito foragido e no esclarecimento total das circunstâncias do crime.

As investigações seguem em andamento e, segundo o DHPP, novas diligências estão previstas para os próximos dias.


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