Diário de São Paulo
Siga-nos

Ex-goleiro Bruno tem liberdade condicional anulada pela Justiça do Rio

Condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, o ex-atleta terá cinco dias para retornar ao sistema prisional

Visita de Bruno ao Maracanã repercute nas redes antes da decisão judicial - Imagem: Reprodução | Redes Sociais
Visita de Bruno ao Maracanã repercute nas redes antes da decisão judicial - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 06/02/2026, às 16h32


A Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro decidiu, nesta sexta-feira (6), revogar a liberdade condicional que havia sido concedida ao ex-goleiro Bruno Fernandes. A medida foi tomada após manifestação do Ministério Público estadual, que apontou que o detento não cumpriu as exigências para validar o benefício.

Segundo a decisão, Bruno não chegou a efetivar o livramento porque não foi encontrado pelas autoridades e deixou de comparecer ao procedimento obrigatório que formalizaria sua nova situação jurídica. Sem esse ato, previsto na Lei de Execução Penal, a condicional não poderia entrar em vigor.

A revogação surge poucos dias depois de o ex-jogador divulgar vídeos no entorno do Maracanã, onde apareceu celebrando o retorno ao estádio como torcedor. Nas imagens, ele comenta a sensação de voltar ao local que marcou grande parte de sua carreira profissional.

Bruno registrou visita recente ao Maracanã | Reprodução / Redes Sociais

Com o cancelamento do benefício, Bruno deve se apresentar ao sistema penitenciário no prazo de cinco dias para regularizar o retorno ao regime semiaberto. Caso descumpra a ordem, a Justiça poderá expedir um mandado de prisão.

A execução penal do ex-goleiro está sob responsabilidade da Justiça fluminense desde 2021, quando foi mantido o regime semiaberto domiciliar. Em 2023, ele chegou a receber autorização para o livramento condicional, etapa final antes da conclusão da pena. No entanto, todas as tentativas de intimá-lo para formalizar a medida retornaram sem sucesso, o que motivou a decisão desta sexta-feira (6).

Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelos crimes ligados à morte de Eliza Samudio, entre eles homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e lesão corporal. O caso, que teve ampla repercussão nacional e contou com a participação de outros envolvidos, chamou atenção pela brutalidade e pelo fato de o corpo da vítima nunca ter sido encontrado.

Para a Justiça, o conjunto das ações e a forma como foram executadas demonstraram a alta gravidade do caso e sustentaram a necessidade de uma punição mais severa.


últimas notícias