Documento descoberto em Lisboa, provoca questionamentos sobre a trajetória da modelo antes de seu desaparecimento em 2010

Lívia Gennari Publicado em 05/01/2026, às 18h00
Um passaporte pertencente à modelo Eliza Samudio, emitido em 2006, foi encontrado em um apartamento compartilhado em Lisboa, Portugal, trazendo um novo elemento ao caso que continua sem solução.
O documento foi localizado por José, um dos moradores do imóvel, que vive no local com a esposa, a filha e outros inquilinos. Ao retornar de uma viagem a trabalho, ele se aproximou de uma estante de livros por curiosidade e se deparou com o passaporte, que estava em excelente estado de conservação.

O documento, único e sem segunda via, foi emitido em 9 de maio de 2006 e tinha validade até 8 de maio de 2011. Todas as 32 páginas estão intactas, sem rasgos ou avarias, e o único registro é um carimbo de entrada em Portugal, datado de 5 de maio de 2007. Curiosamente, não há registro de saída do país nem de novas entradas em outros territórios, embora existam registros de que Eliza esteve no Brasil após essa data.

O episódio reacende dúvidas sobre a trajetória da modelo antes de seu desaparecimento, em 2010, e sobre as circunstâncias que levaram ao crime. O corpo de Eliza nunca foi localizado.
O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa se manifestou oficialmente: “O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa já comunicou ao Itamaraty sobre a localização do passaporte e recebeu o documento. Neste momento, aguardamos instruções sobre os próximos passos com relação a ele”, afirmou o órgão em nota.
Relembre o caso
Em 2010, a modelo Eliza Samudio desapareceu no Brasil, em um caso que chocou o país e ganhou grande repercussão. Investigações apontaram que ela teria sido vítima de sequestro e homicídio triplamente qualificado, envolvendo ameaças e cárcere privado.
O goleiro Bruno Fernandes, então jogador do Flamengo, foi apontado como principal responsável pelo crime e, após julgamento em 2013, foi condenado a 22 anos e três meses de prisão. Ao longo do processo, familiares e autoridades buscaram pelo corpo da jovem, que nunca foi localizado, e o caso envolveu diversas testemunhas, perícias e vídeos que ajudaram a reconstruir os acontecimentos.
Desde 2023, Bruno cumpre pena em liberdade condicional. O caso continua sendo considerado um dos mais emblemáticos do país, envolto em incertezas e aspectos ainda não esclarecidos.
A descoberta do passaporte em território europeu adiciona um novo elemento à investigação, reforçando dúvidas sobre detalhes da história de Eliza Samudio que permanecem sem respostas.
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