Advogado da família relata amputações, múltiplos ferimentos e novos procedimentos; mãe da vítima conversou com o suspeito minutos antes do ataque

Ana Beatriz Publicado em 02/12/2025, às 12h10
O estado de saúde de Taynara Souza Santos, de 31 anos, permanece extremamente grave após ter sido atropelada e arrastada por aproximadamente 1 kmna zona norte de São Paulo. Segundo o advogado da família, Fábio Costa, a jovem continua entubada, sem previsão de alta e com um quadro descrito como “muito delicado”.
Amputações, transfusão e novas cirurgias
Após o atropelamento, Taynara sofreu múltiplos ferimentos pelo corpo, passou por transfusão de sangue e teve as duas pernas amputadas devido à gravidade das lesões. Ela deve ser submetida a novos procedimentos cirúrgicos nos próximos dias, incluindo enxertos de pele e a colocação de pinos para sustentação da bacia.
A família foi informada sobre a necessidade de intervenções adicionais. Os dois filhos da vítima seguem sendo preservados pela rede de apoio.
Novo elemento no caso: mãe da vítima conversou com o suspeito
Um novo relato apresentado pela família adiciona outra camada à investigação. A mãe de Taynara, que estava no mesmo bar onde o crime teve início, conversou rapidamente com o suspeito, Douglas Alves da Silva, instantes antes do atropelamento.
Segundo o advogado, ela cumprimentou o homem pelo nome porque sabia que a filha o encontrava com frequência em bares da região. Costa reforça, no entanto, que não havia qualquer relação formal entre vítima e suspeito, contrariando versões que apontavam para um possível vínculo afetivo.
Motivação pode ter sido ciúmes e consumo de álcool
A Polícia Civil ainda apura a relação entre os dois, mas a principal hipótese considerada é a de que Douglas teria agido movido por ciúmes, aliado ao alto consumo de álcool. Ele teria perdido o controle ao ver Taynara deixando o local enquanto conversava com outro homem.
Passageiro relata que Douglas ignorou pedidos para parar o carro
Um passageiro que estava no veículo no momento do crime prestou depoimento à polícia e afirmou ter pedido repetidamente para que Douglas parasse após o atropelamento. Segundo o relato, ele chegou a avisar que Taynara estava presa sob o carro, mas o motorista teria continuado acelerando “sem demonstrar qualquer preocupação”. Veja o momento em que a vítima é arrastada pelo carro.
Investigação em andamento
Douglas Alves da Silva, que já foi réu por porte ilegal de arma, está preso e responde agora pela tentativa de feminicídio. A Polícia Civil segue coletando depoimentos e analisando imagens e laudos periciais para detalhar a dinâmica completa do caso e confirmar a motivação do crime.
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