Da Redação

Redação Publicado em 04/09/2020, às 00h00 - Atualizado às 14h01
Da Redação
Segundo denúncia, Davi Barreto teria recebido vantagem financeira para realizar mudanças que afrouxam as regras do setor.
Segundo denúncias que transitam em sigilo na PF, Davi Barreto, atual diretor da ANTT e que já foi Homem de confiança de Ciro Gomes no TCE (tribunal de contas do Estado do Ceará), teria conduzido a votação da mudança do Marco Regulatório, convencendo um comitê a votar “erroneamente” a favor da flexibilização de regras que vão contra a constituição Brasileira.
Tal ato teria sido acertado pelo investigado, Davi Barreto, e um grupo de empresas capitaneada pela Buser, empresa de aplicativo de ônibus, e empresas do já conhecido Jacob Baratta. Davi negou, mas sua assistente Ana Patrizia, segundo a denúncia, haveria confessado a suposta negociação para a corregedoria interna da ANTT, revelando detalhes da reunião fora da agenda oficial entre Davi e as partes citadas.
A investigação também procura a origem de um pagamento feito no DeutchBank da Alemanha para uma off shore, que segundo testemunhas da denúncia, seriam direcionadas ao investigado como pagamento pela mudança do Marco Regulatório.
Entre as mudanças em questão, estão a proibição de mudanças de linhas entre empresas de ônibus, o que faz com que grandes empresas consigam comprar as menores e descontinua-las, facilitando a formação de cartel, deixando parte da população sem o serviço público de transporte.
A redação tentou entrar em contato com com a ANTT, mas não obtivemos resposta até o fechamento da matéria.
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