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INVESTIGAÇÃO FINANCEIRA

Crefisa sob pressão: investigação do MPF acende alerta no mercado e levanta dúvidas sobre futuro da instituição

Inquérito apura irregularidades em operações com beneficiários do INSS e reacende temores após crise envolvendo outras instituições financeiras.

Instituição é investigada por supostas irregularidades em operações com beneficiários do INSS - Imagem: Reproduçãoi
Instituição é investigada por supostas irregularidades em operações com beneficiários do INSS - Imagem: Reproduçãoi

Redação Publicado em 07/04/2026, às 11h52


A Crefisa enfrenta desconfiança no mercado após ser alvo de um inquérito do Ministério Público Federal, que investiga irregularidades na prestação de serviços a beneficiários do INSS, incluindo dificuldades de acesso a valores e coação para abertura de contas.

Os problemas surgiram em agosto de 2025, quando o INSS suspendeu o contrato com a Crefisa devido a reclamações, o que ampliou o impacto das falhas, especialmente porque a instituição havia conquistado a maior parte dos lotes para pagamentos a novos beneficiários.

O inquérito formal inclui diligências ao INSS e ao Banco Central, exigindo a comprovação de solicitações de portabilidade, e pode resultar em sanções administrativas e danos à reputação da Crefisa, afetando a confiança do mercado e dos clientes.

A Crefisa passou a enfrentar uma nova onda de desconfiança no mercado após se tornar alvo de um inquérito do Ministério Público Federal que investiga possíveis irregularidades na prestação de serviços a beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social.

A apuração tem como foco práticas relacionadas à portabilidade de contas para recebimento de benefícios previdenciários. Segundo relatos analisados pelas autoridades, clientes enfrentaram dificuldades para acessar valores, atrasos em pagamentos e até restrições de saque. Há ainda suspeitas de coação para abertura de contas correntes e venda casada de produtos financeiros.

Os problemas vieram à tona em agosto de 2025, quando o INSS decidiu suspender o contrato com a instituição após uma série de reclamações. À época, a Crefisa havia conquistado a maior parte dos lotes disponíveis para operar pagamentos a novos beneficiários, o que ampliou o impacto das falhas reportadas.

A partir daí, o caso ganhou dimensão institucional. O MPF abriu procedimento que evoluiu para inquérito formal neste ano, determinando diligências não apenas à Crefisa, mas também ao INSS e ao Banco Central do Brasil. Entre as exigências, está a comprovação de que todas as solicitações de portabilidade pendentes foram efetivamente concluídas.

O avanço das investigações ocorre em um momento sensível para o sistema financeiro, ainda impactado por episódios recentes envolvendo outras instituições, como o colapso do Banco Master. Esse contexto elevou o nível de atenção sobre operações de crédito e gestão de ativos, especialmente aquelas voltadas a públicos mais vulneráveis.

Apesar da gravidade das apurações, especialistas avaliam que o cenário ainda não permite afirmar risco iminente de quebra da Crefisa. No entanto, o andamento do inquérito pode trazer consequências relevantes, como sanções administrativas, restrições operacionais e danos à reputação — fatores que, somados, tendem a influenciar diretamente a confiança do mercado e dos clientes.

Internamente, o foco das autoridades é entender se houve falhas sistêmicas ou práticas deliberadas que possam ter prejudicado beneficiários. Dependendo das conclusões, o caso pode abrir precedentes para mudanças regulatórias mais rígidas no setor.


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