O homem tinha sido visto pela última vez no dia 21 de outubro, no bairro da Bela Vista, na região central da capital paulista

Ana Rodrigues Publicado em 30/10/2023, às 08h59
O ator e modelo Ricardo Merini, foi encontrado sem vida embaixo de um viaduto na região central de São Paulo no dia 22, mas seu corpo só foi localizado no sábado (28), em um IML (Instituto Médico Legal) da capital paulista, onde, até então ele era considerado desaparecido.
Segundo o Splash, em uma entrevista ao Domingo Espetacular (RecordTV), o socorrista do Samu, Túlio Comba, responsável por atender a ocorrência, disse que o artista estava caído em uma rampa de acesso aos pedestres, com fraturas no crânio, no punho e no tornozelo.
Quando foi encontrado sem vida, ele estava sem os documentos e sem o celular. Ele foi levado para o IML como indigente. O socorrista ainda contou que avisou a sua chefe que o corpo achado naquele sábado poderia ser do ator após ver uma reportagem na TV e as descrições coincidirem.
Bruna Ianka, amiga de Ricardo, contou à reportagem que procurou o IML mais de duas vezes para pedir informações, mas foi dito que não havia nenhum corpo com as características dele.
Ele estava aqui desde sempre e a gente a ver navios, nenhuma notícia, nenhum respaldo, nenhum amparo, nada. A dor é grande, a gente perdeu um amigo, uma pessoa muito importante, especial, está difícil suportar. Ele resume alegria, felicidade, positividade. Era isso que era o Ricardo", desabafou.
No dia que morreu, Ricardo tinha chegado de uma viagem feita a Chapecó, em Santa Catarina, onde tinha ido para visitar a família. Após chegar em seu prédio na Bela Vista - no bairro central de São Paulo - após duas horas, ele saiu para encontrar um amigo, mas morreu no meio do caminho.
Até o momento, não se foi revelado se Merini passou mal ou se foi atacado durante o trajeto. Não há informações de que ele sofresse algum tipo de ameaça ou tivesse inimizades. O celular do ator não foi encontrado pelos socorristas no local, mas os investigadores já identificaram o aparelho em uma comunidade localizada na zona oeste da capital por meio do GPS. A polícia informou que a quebra do sigilo telefônico pode ajudar a elucidar o caso.
Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou que o corpo foi encontrado no último dia 22 e identificado pelo IIRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gaumbletaun Daunt), após encaminhamento das digitais dactiloscópicas coletadas pelo IML. Peritos colheram as impressões digitais e fotografaram o corpo do homem, que não possuía documentos.
Após identificação, a família foi comunicada para fazer o reconhecimento do corpo. E, ainda conforme a SSP, as investigações prosseguem pela 5ª Delegacia de Pessoas Desaparecidas do DHPP para esclarecer os fatos.
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