Entre prisões de grande repercussão a operações estratégicas pelo estado, a trajetória de Nico combina liderança, investigação e atuação na linha de frente

Lívia Gennari Publicado em 28/11/2025, às 22h30
Com 45 anos de carreira policial, Osvaldo Nico Gonçalves, o novo secretário de Segurança Pública de São Paulo, acumulou experiência em casos midiáticos que chamaram atenção nacional e internacional. Entre as prisões mais conhecidas conduzidas por ele estão as de Fabrício Queiroz, ex-assessor da família Bolsonaro, em 2020, e do médico Roger Abdelmassih, condenado por crimes sexuais.
Nico também esteve à frente de investigações de grande repercussão, como o sequestro da filha do apresentador Silvio Santos, em 2001, e o caso de racismo envolvendo o jogador Grafite, em 2005. Na ocasião, ele entrou em campo ao final da partida entre São Paulo e Quilmes, pela Copa Libertadores, para dar voz de prisão ao jogador argentino Leandro Desábato, acusado de injúria racial contra o atacante brasileiro, no estádio do Morumbi.

A atuação em operações estratégicas também marca a trajetória do delegado. Na prisão de Fabrício Queiroz, que ocorreu em 2020, em Atibaia, no interior paulista, 15 policiais e cinco viaturas foram mobilizados, sendo que o alvo da ação só foi revelado pouco antes da chegada da equipe.
Recentemente, Nico acompanhou operações do atual governo, incluindo a dispersão da Cracolândia, no centro de São Paulo, e ações no litoral paulista, como Verão e Escudo.
Ao longo de sua carreira, Nico construiu uma reputação de presença na linha de frente, liderança estratégica e capacidade de conduzir operações complexas, equilibrando investigação, coordenação de equipes e atuação direta em ocorrências de grande visibilidade.

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