Desde o início do ano sob investigação, Chininha, suspeito de envolvimento na morte de Marcelo Cassola, foi preso durante uma festa em Santos

Lívia Gennari Publicado em 11/08/2025, às 17h32 - Atualizado às 19h26
A Polícia Civil prendeu, no último domingo (10), José Paulo dos Santos Neto, conhecido como Chininha, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa responsável pela execução de Marcelo Gonçalves Cassola, diretor do Sindicato dos Policiais Civis da Baixada Santista e chefe do setor de identificação do Palácio da Polícia, em Santos, no litoral de São Paulo.
O suspeito foi localizado durante uma festa no bairro Santa Maria, no litoral paulista. De acordo com os investigadores, Chininha estava sendo monitorado desde o início do ano por agentes da Delegacia de Homicídios de Santos. Os policiais descobriram a localização do evento por meio das redes sociais da namorada dele.
Uma equipe ficou de campana nas proximidades e, ao avistar o suspeito, acionou viaturas do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), que realizavam patrulhamento na região. Os policiais civis e militares abordaram todos os presentes na festa até identificar Chininha, que não estava com documentos.
De acordo com a corporação, o homem tentou fugir ao ser informado sobre o mandado de prisão temporária, e foi necessário o uso de força moderada para contê-lo, já que ele “investiu fisicamente contra os policiais”. Essa é a oitava prisão ligada ao caso. Outros quatro envolvidos morreram em confrontos com as forças de segurança, e um suspeito continua foragido.
Relembre o caso
Marcelo Cassola foi encontrado morto na noite de 22 de agosto de 2022, na ciclofaixa do bairro Caneleira, em Santos. O corpo tinha ao menos 30 perfurações por disparos de fuzil e pistola 9 mm, além de uma corda entre as mãos e as pernas que não estavam amarradas. O Samu constatou o óbito no local, e a perícia recolheu os projéteis próximos ao corpo. Cassola era um policial de destaque na região, que atuava na emissão de documentos como carteiras de identidade e atestados de antecedentes criminais.
A investigação aponta que a ordem para a execução partiu de integrantes da facção criminosa, da qual Chininha seria um dos líderes na região da Baixada Santista.
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