Decisão mantém prisão preventiva dos policiais e aponta participação de integrantes foragidos da facção na morte de Vinicius Gritzbach

Lívia Gennari Publicado em 24/09/2025, às 18h36
A Justiça de São Paulo determinou que os três policiais militares acusados de envolvimento no assassinato de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach irão a júri popular. O crime ocorreu em 8 de novembro de 2024, no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
A decisão partiu da Vara do Júri de Guarulhos e foi assinada pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo no último dia 17. O magistrado também manteve a prisão preventiva dos três PMs, que seguem detidos no presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital. O julgamento dos policiais militares ainda não tem data marcada.
Na mesma decisão, o juiz apontou ainda a participação de outros acusados ligados ao PCC: Diego dos Santos Amaral, conhecido como Didi, Emílio Carlos Gongorra Castilho, o Cigarreira e Kauê do Amaral Coelho, também conhecido por Jub. Eles estão foragidos e respondem em processos separados. A Justiça ainda vai decidir se também serão levados a júri popular.
Quem são os réus
Os policiais que irão a julgamento são:
Além de Gritzbach, que era apontado como gestor financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais também foi morto no ataque. Outras duas pessoas ficaram feridas.
Acusações
Os três policiais responderão por homicídio e tentativa de homicídio, por motivo torpe, já que são acusados de usar arma de fogo e agir de forma que dificultou a defesa das vítimas.
Segundo a investigação, o crime foi articulado por integrantes do PCC. A suspeita é de que Gritzbach estivesse desviando recursos da facção em criptomoedas e, posteriormente, passou a ser alvo de desconfiança após firmar acordo de delação premiada com o Ministério Público.
Em seu depoimento, Gritzbach revelou detalhes do esquema de lavagem de dinheiro do PCC e citou nomes de policiais supostamente envolvidos em práticas de extorsão. Essa parte da apuração está sob responsabilidade da Polícia Federal, enquanto a investigação sobre o homicídio é conduzida pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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