Polícia questiona versão de Rafael Aliste e investiga possível ligação entre o depoimento contraditório e um assalto relatado por ele após o desaparecimento da vítima

Lívia Gennari Publicado em 15/06/2025, às 01h42
A Polícia Civil de São Paulo identificou contradições no depoimento de Rafael Aliste, amigo do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Junior, de 36 anos, encontrado morto em Interlagos. Rafael foi a última pessoa a estar com Adalberto antes de seu desaparecimento e foi convocado novamente para depor na última quinta-feira (12/6). A nova oitiva ultrapassou quatro horas de duração.
De acordo com os investigadores, Rafael apresentou versões duvidosas sobre o trajeto feito por Adalberto após deixarem o evento realizado no autódromo de Interlagos, zona sul da capital paulista.
As "suposições suspeitas", como classificadas pela polícia, colocam em xeque o que teria acontecido nos minutos finais em que a vítima foi vista com vida. No primeiro depoimento, Rafael afirmou ter chegado em casa por volta das 23h e ido dormir. Às 2h da madrugada de sábado (31/5), ele teria recebido uma mensagem da esposa de Adalberto perguntando sobre o paradeiro do marido, que não havia retornado para casa.
Outro ponto que chamou atenção dos investigadores é que, no dia seguinte ao desaparecimento do empresário, Rafael foi vítima de um suposto assalto. De acordo com ele, foi abordado por quatro homens armados em duas motocicletas, que teriam levado sua moto, celular e capacete. O relato, embora registrado oficialmente, é tratado com cautela pelos agentes, que não descartam a possibilidade de ligação com o caso.
Entenda o caso
O empresário Adalberto Amarilio dos Santos Junior, de 36 anos, foi encontrado morto na terça-feira (3/6) dentro de um buraco com cerca de três metros de profundidade no Autódromo de Interlagos, zona sul de São Paulo. Ele estava desaparecido desde a sexta-feira anterior (30/5), após participar de um evento de motos no local.
No fundo da vala, que integra uma obra da Prefeitura de São Paulo, foram encontrados pertences pessoais da vítima, como capacete, celular, aliança, carteira com documentos e dinheiro. O corpo estava parcialmente despido, sem calça e sem tênis, e não apresentava sinais visíveis de violência.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias da morte de Adalberto e aguarda laudos periciais e outras diligências para esclarecer o que aconteceu após o evento em Interlagos.
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