O caso está sendo investigado pela Polícia Civil

Mateus Omena Publicado em 02/01/2023, às 13h37
Uma babá e o marido dela foram presos como suspeitos de estuprarem uma bebê de 1 ano e 8 meses. Os dois foram presos após a mãe fazer uma denúncia à polícia, quando notou ferimentos nas partes íntimas da criança.
No último domingo (1º), Elaine Dias da Silva Matos e Wilker da Silva Esteves tiveram a prisão mantida pela Justiça, após passarem por audiência de custódia, em Goiânia (GO), segundo a TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo.
Os dois foram presos em flagrante na última sexta-feira (30).
A mãe da criança, Kandice da Veiga Jardim, informou à TV Globo que Elaine foi contratada como babá. Na quinta-feira (29), ela recebeu a notícia de que a sogra, que tinha problema de saúde, tinha entrado em coma em casa e foi à casa dela junto com o marido. Elaine ficou cuidando da bebê.
A babá levou a menina para a casa dela sem autorização e, quando foi buscar a filha, a menina a agarrou fortemente, como se estivesse com medo.
“Quando eu peguei minha filha, vi que ela estava com um machucado na testa e ela me abraçou como se tivesse pedindo ajuda. A babá falou que a marca era picada de pernilongo".
A mãe levantou a hipótese da menina ter sofrido abuso e, ao chegar em casa, percebeu lesões graves nas partes íntimas dela. "Cheguei em casa e fui trocar a fralda, ela fechou as perninhas e começou a chorar. Quando eu abri, vi que estava muito vermelho, muito machucado”, contou.
Kandice levou a filha ao hospital. Os médicos confirmaram que as lesões tinham característica de abuso sexual e orientaram que ela fosse ao Instituto Médico Legal (IML).
Mais tarde, um laudo apontou “presença de lesão compatível com ato libidinoso”. Mas, o documento afirma também na conclusão que “não houve conjunção carnal”.
Em seguida, a Polícia Civil foi acionada e agentes foram a endereços ligados a Elaine e Wilker. Os dois foram presos em flagrante.
A delegada Adriana Fernandes, responsável pelo caso, explicou que não há dúvidas da existência do crime e que a Polícia Civil pediria à Justiça que mantivesse a prisão dos dois.
“O homem não disse nada. A mulher disse que foi dormir com a bebê na cama não viu nada, acordou com ela chorando pedindo para mamar. As lesões são muito graves e notórias”, declarou.
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