Investigação sobre a atuação de milícias digitais para disseminação de desinformação é estendida por mais 90 dias

Marina Milani Publicado em 23/01/2024, às 07h05
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu prorrogar nesta segunda-feira (22) o inquérito que investiga a atuação de milícias digitais nas redes sociais, com o objetivo de divulgar desinformação contra a democracia e as instituições brasileiras durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a decisão, a Polícia Federal (PF) ganha mais 90 dias para concluir as investigações.
O pedido de prorrogação foi feito pelos delegados responsáveis pelo caso, e esta não é a primeira vez que o ministro estende o prazo para as apurações. Em setembro do ano passado, Moraes já havia concedido uma prorrogação pelo mesmo período.
O inquérito, instaurado por determinação do ministro Alexandre de Moraes, examina "fortes indícios" da atuação de uma organização criminosa com o intuito de atentar contra a democracia e o estado democrático de direito. Em outubro de 2023, Moraes adicionou o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro às investigações. O relatório, que marcou o encerramento dos trabalhos da comissão, indiciou 61 pessoas, incluindo Jair Bolsonaro.
O material inclui 1,3 mil páginas e 7 terabytes de arquivos digitais, compreendendo imagens, vídeos e diversos documentos que fundamentaram os indiciamentos.
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