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ESTUPRO

Youtuber de Pokémon é preso em SP por estupro de vulnerável e pornografia infantil

João Paulo Manoel, conhecido como Capitão Hunter, foi detido em Santo André em uma operação conjunta da Polícia Civil do Rio de Janeiro e de São Paulo, após denúncias de abuso sexual envolvendo adolescentes

Youtuber frequentemente participa como convidado especial em eventos destinados ao público infantil - Imagem: Reprodução / Instagram / @capitaohunter
Youtuber frequentemente participa como convidado especial em eventos destinados ao público infantil - Imagem: Reprodução / Instagram / @capitaohunter

William Oliveira Publicado em 22/10/2025, às 12h25


Nesta quarta-feira (22), a Polícia Civil do Rio de Janeiro, em uma ação conjunta com agentes de São Paulo, deteve o youtuber João Paulo Manoel, conhecido como Capitão Hunter, na cidade de Santo André, na Grande São Paulo.

O influencer digital está sob investigação por crimes graves, incluindo exploração sexual de menores, estupro de vulnerável e produção de pornografia envolvendo adolescentes. A investigação teve início na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), no Rio de Janeiro.

A prisão temporária foi decretada pelo juiz da Vara Especializada em crimes contra crianças e adolescentes no estado do Rio. As autoridades apuram se João Paulo utilizou suas plataformas digitais para exibir seus órgãos genitais a jovens menores de idade e coagi-los a fazer o mesmo. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços ligados ao youtuber em Santo André. O Judiciário autorizou a quebra do sigilo dos dispositivos eletrônicos apreendidos, que serão submetidos à análise pericial.

Denúncia de adolescente deu início à investigação

A denúncia que resultou na investigação partiu da família de uma menina de 13 anos que mantinha contato frequente com João Paulo por meio de aplicativos como Discord e WhatsApp. Segundo o relato da jovem à polícia, o youtuber teria realizado videochamadas nas quais exibiu seu pênis e pediu que ela mostrasse partes íntimas.

De acordo com os familiares da menina, uma mensagem interceptada enviada por João Paulo dizia:

"Amigos fazem isso, mostram a bunda um para o outro, isso são coisas de amigos e você é minha melhor amiga."

A adolescente também relatou ter sido alvo de múltiplos abusos sexuais ao longo do ano, incluindo pedidos de envio de conteúdos sexualizados em troca de cartas e bichos de pelúcia relacionados ao universo Pokémon. O inquérito revelou que o influencer teria enviado fotos do próprio pênis em diversas ocasiões pelas plataformas mencionadas.

A investigação qualifica João Paulo como "um abusador com elevado grau de periculosidade", que atraía crianças por meio de um perfil falso para estabelecer confiança e, posteriormente, assediá-las. A delegada responsável pelo caso destacou a relevância da investigação, enfatizando que a liberdade do youtuber representa um risco para diversas crianças, dada a forma como ele interage com seu público infantil.

A adolescente conheceu João Paulo em 2023 durante um evento sobre Pokémon no Norte Shopping, no Rio de Janeiro. Desde então, mantiveram contato online após ele prometer apoio à sua carreira nos jogos eletrônicos. O inquérito verificou que, após esse primeiro encontro, os dois tiveram apenas mais um contato pessoal durante outro evento em São Paulo.

Quem é Capitão Hunter?

Com uma vasta base de seguidores que ultrapassa 1 milhão nas redes sociais, João Paulo Manoel, o Capitão Hunter, realiza gameplays e unboxings (abertura de caixas) relacionados ao universo de Pokémon. Ele também organiza sorteios de cartas raras e mantém um grupo ativo no WhatsApp voltado aos seus inscritos. O youtuber frequentemente participa como convidado especial em eventos destinados ao público infantil e opera uma loja online onde comercializa produtos associados à série.


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