Universidade de São Paulo entrega diploma simbólico a Bruna Oliveira, assassinada em abril, durante seminário sobre feminicídio

William Oliveira Publicado em 12/09/2025, às 11h39
A Universidade de São Paulo (USP) prestou uma homenagem à estudante Bruna Oliveira da Silva, assassinada em abril deste ano, ao conceder-lhe um diploma simbólico de mestrado. A cerimônia ocorreu na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), no campus da Zona Leste, nesta terça-feira (9), como parte do 1º Seminário sobre Feminicídio e Violência Contra as Mulheres.
A homenagem foi organizada pelas Pró-Reitorias de Pós-Graduação (PRPG) e de Inclusão e Pertencimento (PRIP), em parceria com a direção da EACH. O diploma simbólico foi entregue aos pais de Bruna, Simone da Silva e Florisvaldo Araújo de Oliveira, pela vice-reitora da instituição e pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
Emocionada, a mãe de Bruna compartilhou memórias da filha e destacou sua luta por segurança e igualdade:
"Ela foi tirada de nós justamente pelo que defendia: a segurança, os direitos das mulheres e a luta contra a desigualdade social. Sou muito grata a essa instituição e sei que o legado dela não vai terminar."

Bruna, de 28 anos, era graduada em História pela USP e havia concluído o mestrado em História Social pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) em 2020. Recentemente, também havia sido aprovada em um programa de pós-graduação focado em mudança social e participação política na USP Leste. Ela deixou um filho de sete anos.
Relembre o caso
Bruna foi vista pela última vez em 13 de abril, ao deixar a estação Itaquera a caminho de casa. Imagens de câmeras de segurança mostraram que ela foi abordada na saída do terminal. Quatro dias depois, seu corpo foi encontrado em um terreno próximo, apresentando sinais de violência e asfixia por estrangulamento.
A Justiça determinou a prisão temporária do suspeito, Esteliano José Madureira. O corpo de Bruna foi localizado em 17 de abril, em um estacionamento próximo à Avenida Miguel Ignácio Curi, com sinais que evidenciavam a brutalidade do crime; ao lado do corpo foram encontrados um sutiã e um saco plástico.
Após investigações com tecnologia de reconhecimento facial para identificar o suspeito, Esteliano também foi encontrado morto em circunstâncias violentas na Zona Sul de São Paulo.
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