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Trem carregado com celulose pega fogo em Cubatão

Um trem carregado com celulose pegou fogo em Cubatão, São Paulo, atingindo 13 vagões; autoridades suspeitam de vandalismo

Bombeiros permanecem no local há mais de oito horas - Imagem: Reprodução / Yasmin Braga / TV Tribuna
Bombeiros permanecem no local há mais de oito horas - Imagem: Reprodução / Yasmin Braga / TV Tribuna

William Oliveira Publicado em 27/11/2025, às 10h38 - Atualizado às 13h13


Na noite de quarta-feira (26), um trem carregado com celulose pegou fogo na linha férrea localizada em Cubatão, São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio afetou 13 vagões e as equipes de combate ao fogo permanecem no local há mais de oito horas. Felizmente, não houve registro de feridos.

A Rumo Logística, concessionária responsável pela administração da linha férrea, informou que o fogo teve início por volta das 23h e acredita-se que tenha sido resultado de atos de vandalismo.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 00h10 desta quinta-feira (27), na altura da Rodovia Cônego Domênico Rangoni. As equipes atuaram rapidamente, removendo a carga inflamável de celulose dos vagões — matéria-prima amplamente utilizada na produção de papel e tecidos. Apesar disso, as chamas se espalharam e exigiram uma resposta robusta das autoridades.

As operações para extinguir o incêndio continuam com o apoio da Rumo Logística, que disponibilizou recursos adicionais, incluindo água e uma retroescavadeira para auxiliar no combate ao fogo.

Não se trata de um caso isolado. No início do mês passado, outro vagão com carga semelhante foi incendiado no bairro Vale Novo, em São Vicente, também no litoral paulista. Além disso, em outubro, a linha férrea sofreu cinco ataques em apenas três dias, levantando preocupações sobre a segurança da infraestrutura ferroviária na região.

Outro lado

Em nota a reportagem, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que os casos em questão seguem em investigação.

"A Polícia Civil informa que, até o momento, foram registrados quatro casos com essas características. Os casos são investigados, sob sigilo, pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (Dig) da Deic de Santos, que atua para identificar a autoria, bem como uma eventual relação entre as ocorrências. Diligências prosseguem para o total esclarecimento dos fatos", afirma a nota.

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