Mais de 15 mil aparelhos foram levados entre janeiro e novembro; trens e metrôs concentram a maioria dos casos.

Ana Beatriz Publicado em 07/01/2026, às 22h23
A cidade de São Paulo registrou, em média, 46 furtos ou roubos de celulares por dia no transporte público entre janeiro e novembro do ano passado. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e revelam que mais de 15 mil ocorrências foram contabilizadas no período.
A grande maioria dos crimes aconteceu em trens e metrôs, que somaram 14.609 registros. Os demais casos se distribuíram entre ônibus (759), rodoviárias (128) e aeroportos (15).
Segundo a SSP, 89% das ocorrências foram furtos, quando a vítima não percebe a ação criminosa no momento. Os roubos, que envolvem ameaça ou violência, corresponderam a 11% dos casos.
Estações mais visadas
Os dados mostram que os crimes se concentram principalmente em áreas de grande fluxo de passageiros. A Estação da Luz lidera o ranking, com 2.134 ocorrências, seguida pela Barra Funda (1.143). Outros pontos críticos incluem o eixo da Avenida Paulista e Rua da Consolação (806 casos), a Avenida Cruzeiro do Sul (725), além das estações Pinheiros (689), Tatuapé (542) e República (501).
O agente de viagens Gabriel Ferraz relata que foi vítima durante o horário de pico.
“No horário de pico da manhã, coloquei o celular no bolso. Na hora de entrar no trem, teve uma muvuca e, quando bati a mão no bolso, o celular tinha sumido”, contou.
O que dizem as autoridades
O Metrô de São Paulo informou que cerca de 80% dos infratores são detidos e encaminhados à delegacia, destacando o uso de mais de 900 agentes de segurança e 5 mil câmeras com inteligência artificial. A empresa afirma ainda que houve queda nos índices de furtos e roubos entre 2024 e 2025 nas quatro linhas que administra.
A CPTM declarou que mantém patrulhamento ostensivo e preventivo e conta com quase 8 mil câmeras instaladas em estações, pátios e vagões.
Já a Secretaria da Segurança Pública ressaltou que, no total, os roubos e furtos de celulares caíram 17% no estado e 14% na capital no período analisado. Desde 2023, segundo a pasta, mais de 80 mil aparelhos foram recuperados, com a prisão de cerca de 1.200 criminosos.
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