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Serial killer de gatos e cães é detido após denúncias em SP

Vitor José da Silva foi detido após denúncias de maus-tratos e ameaças a alunos em escola local

Agentes da GCM encontraram 18 animais em condições críticas e cadáveres de gatos em sua posse - Imagem: Reprodução / Câmera de Segurança
Agentes da GCM encontraram 18 animais em condições críticas e cadáveres de gatos em sua posse - Imagem: Reprodução / Câmera de Segurança

William Oliveira Publicado em 21/08/2025, às 12h12


A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Francisco Morato, na região metropolitana de São Paulo, prendeu um homem de 47 anos, identificado como Vitor José da Silva, acusado de crimes contra animais. O episódio ocorreu na manhã desta quarta-feira (20).

A prisão se deu após uma denúncia anônima encaminhada ao deputado estadual Rafael Saraiva (União Brasil). Segundo o parlamentar, um funcionário de escola local relatou que Vitor José circulava pelo bairro carregando cadáveres de gatos em uma mala e proferia ameaças a alunos da instituição.

Agentes da GCM foram até a residência do suspeito, na Rua Antônio Carlos Gomes, onde encontraram 18 animais – 13 gatos e 5 cães – em condições críticas, além de quatro gatos mortos e restos de outros animais enterrados no quintal. Câmeras de segurança registraram o acusado caminhando pelas ruas com dois gatos mortos nas mãos.

Durante a detenção, houve discussão entre Vitor José e o deputado Saraiva, que relatou ter sido ameaçado, assim como sua família.

O suspeito foi conduzido à delegacia de Francisco Morato, onde foi registrado boletim de ocorrência por ameaça, maus-tratos a animais e violação das normas de saúde pública. De acordo com Saraiva, Vitor José já tinha histórico criminal envolvendo maus-tratos a cães e é considerado um “serial killer” de gatos e outros animais domésticos.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a prisão e informou que testemunhas relataram comportamentos agressivos do acusado, incluindo ameaças a vizinhos e crianças. Os animais resgatados foram encaminhados para tratamento veterinário, e perícia foi realizada no local. A polícia solicitou avaliação da sanidade mental do suspeito e pediu a conversão da prisão em flagrante para preventiva.

O caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia de Francisco Morato, registrado como crime de maus-tratos a animais, ameaça e poluição ambiental. Um inquérito policial foi instaurado para apurar todos os fatos relacionados ao caso.


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