Declaração ocorreu após a morte do estudante de medicina Marco Aurélio, por um tiro à queima-roupa disparado pelo policial militar Guilherme Augusto Macedo na madrugada de quarta-feira (20)

William Oliveira Publicado em 23/11/2024, às 10h10
O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, expressou pesar pelo falecimento do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, e enfatizou que quaisquer transgressões cometidas por membros da Polícia Militar serão rigorosamente sancionadas. As declarações foram divulgadas em suas redes sociais.
O trágico incidente ocorreu na madrugada da quarta-feira (20), quando o estudante foi alvejado à queima-roupa pelo policial militar Guilherme Augusto Macedo, nas escadarias de um hotel localizado na Rua Cubatão, na região da Vila Mariana, zona sul da capital paulista.
"Lamento muito a morte do Marco Aurélio. Essa não é a conduta que a polícia do estado de São Paulo deve ter com nenhum cidadão, sob nenhuma circunstância. A Polícia Militar é uma instituição de quase 200 anos, é a polícia mais preparada do país e está nas ruas para proteger. Abusos nunca vão ser tolerados e serão severamente punidos", afirmou Tarcísio em comunicado.
Imagens capturadas por câmeras de segurança do estabelecimento mostram que o jovem entrou no saguão sem camisa. O PM Macedo segurou o braço do estudante, que tentou se desvencilhar; simultaneamente, outro policial desferiu um chute. Na sequência dos eventos, o disparo foi efetuado contra Acosta, que imediatamente caiu ao solo.
De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), o estudante teria danificado uma viatura policial e tentado evadir-se. Ao ser abordado, ele teria investido contra os policiais e acabou ferido. Apesar de ter sido socorrido e encaminhado ao Hospital Ipiranga, não sobreviveu ao ferimento.
O policial envolvido foi indiciado por homicídio doloso - quando há intenção de matar - no âmbito de um Inquérito Policial Militar (IPM), conforme informado pela Secretaria da Segurança Pública. A SSP também revelou que as câmeras corporais dos agentes registraram toda a ocorrência.
Guilherme Augusto Macedo e o outro policial presente no episódio prestaram depoimentos e permanecerão afastados das funções operacionais até que as investigações sejam concluídas.
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