Somente na capital, ocorrências somam 260 casos e causam transtornos no transporte público

Lívia Gennari Publicado em 05/07/2025, às 19h54
Neste sábado (5), a capital paulista registrou mais três casos de ônibus atacados, elevando para 260 o número total de ocorrências desde 12 de junho, segundo a SPTrans. A onda de vandalismo tem se espalhado por várias regiões da cidade, causando transtornos aos passageiros e pressionando as autoridades a intensificar a segurança no transporte público.
Na zona norte, em Pirituba, uma mulher ficou ferida durante um dos ataques, e o suspeito foi preso. De acordo com a Polícia Militar, o homem foi detido após arremessar uma pedra contra um ônibus na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, por volta das 6h54. Ele foi encaminhado ao 87º Distrito Policial, na Vila Pereira Barreto, onde a ocorrência foi registrada.
A Prefeitura de São Paulo ressaltou que os atos ocorreram de forma distribuída por todas as regiões da cidade, embora não tenha detalhado os locais ou as linhas atingidas. As empresas responsáveis pelo transporte público municipal têm seguido o protocolo da SPTrans, comunicando imediatamente as ocorrências à Central de Operações e às autoridades policiais.
Ainda segundo a SPTrans, após a depredação, os ônibus devem ser retirados de circulação para manutenção e substituídos por veículos reservas, garantindo a continuidade do serviço aos usuários. Caso isso não aconteça, a empresa responsável pode ser penalizada pela viagem não realizada.
Operação da PM visa combater vandalismo
Diante do aumento dos ataques, a Polícia Militar lançou na última quinta-feira (3) uma operação especial para reforçar a segurança em corredores, garagens e terminais de ônibus em todo o estado de São Paulo.
Policiais e viaturas foram distribuídos em pontos estratégicos, contando com o apoio da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) e outras unidades especializadas da corporação. A ação está prevista para se estender até o dia 31 de julho.
Ataques podem ter origem online
Segundo o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Ronaldo Sayeg, a principal linha de investigação sobre a escalada da violência é a hipótese de que os ataques registrados na capital, na Grande São Paulo e no litoral tenham sido estimulados por desafios viralizados na internet.
Segundo Sayeg, a Polícia Civil monitora plataformas digitais em busca de evidências para confirmar essa ligação, mas até agora não foram encontradas provas concretas que relacionem diretamente os crimes a esses desafios.
A série de ataques tem causado preocupação entre passageiros e operadores do sistema público de transporte, que acompanham de perto a atuação das autoridades para conter a onda de vandalismo.
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