Unidades Básicas de Saúde estarão abertas em todo o estado para intensificar a campanha de vacinação destinada a crianças de até 4 anos

Sabrina Oliveira Publicado em 06/06/2024, às 12h39
Neste sábado, 8 de junho, o Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realiza o “Dia D” de vacinação contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. A campanha visa imunizar todas as crianças de 1 a 4 anos de idade, enquanto a situação vacinal das crianças menores de 1 ano será avaliada, com o objetivo de iniciar ou completar o esquema vacinal conforme necessário.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa aguda, causada pelo poliovírus, que pode levar à paralisia muscular assimétrica e irreversível dos membros inferiores, podendo ser fatal em casos graves. A vacinação é a principal forma de prevenção contra essa doença. Desde 27 de maio, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o estado têm intensificado a imunização das crianças, mas a adesão ainda é considerada baixa. Até 3 de junho, apenas 36.786 crianças entre 1 e 4 anos foram vacinadas, conforme dados do Painel de Monitoramento do Ministério da Saúde (MS).
Ligia Nerger, enfermeira e diretora da Divisão de Imunização da SES, destaca a importância da vacinação, especialmente considerando que, apesar de a poliomielite ter sido eliminada no Brasil, a doença ainda está presente em outros países:
É de extrema importância que os pais ou responsáveis levem as crianças para se vacinar. Embora a pólio tenha sido eliminada no Brasil, há o risco de reintrodução da doença devido à existência de casos em outros países. Níveis baixos de adesão à vacinação são preocupantes", afirma Nerger.
O “Dia D” de vacinação também faz parte de um esforço contínuo para manter a poliomielite erradicada no Brasil. A pólio selvagem foi eliminada no país desde 1989, e o Brasil foi certificado como área livre da doença em 1994. No entanto, manter altos índices de cobertura vacinal é essencial para evitar a reintrodução do vírus.
Os sintomas da poliomielite podem variar. A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas ou apenas sintomas leves, semelhantes aos de outras doenças virais, como febre, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta, dores no corpo, sintomas gastrointestinais (náuseas, vômitos), constipação, espasmos, rigidez na nuca e meningite. Nos casos mais graves, pode ocorrer paralisia flácida, afetando geralmente um dos membros inferiores.
Para esclarecer dúvidas sobre a vacinação, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo criou o portal "Vacina 100 Dúvidas", que responde às 100 perguntas mais frequentes sobre vacinação encontradas nos buscadores da internet. A ferramenta oferece informações sobre efeitos colaterais, eficácia das vacinas, doenças imunopreveníveis e os perigos de não se vacinar.
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