Benefício financeiro estadual e municipal garante suporte para moradia a mulheres em situação de vulnerabilidade e sob medida protetiva

Letícia Sales Publicado em 22/07/2026, às 10h53
Mulheres vítimas de violência doméstica em todo o estado de São Paulo contam com um importante respaldo financeiro para recomeçar a vida longe dos agressores: o auxílio-aluguel. Amparada pela Lei Federal 14.674/23, que incluiu o suporte habitacional entre as medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha, a iniciativa repassa a gestão e o custeio do benefício aos estados e municípios.
Na esfera estadual, o programa concede R$ 500 mensais por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O benefício pode ser acumulado com outros recursos assistenciais, desde que não tenham a mesma finalidade habitacional. Desde fevereiro de 2025, a iniciativa já atendeu 9.156 mulheres e aplicou mais de R$ 27 milhões no estado.
O requerimento deve ser feito presencialmente nos equipamentos assistenciais do município, como Cras, Creas ou Cram. Das 645 cidades paulistas, 593 já aderiram ao sistema. Nos municípios que ainda não disponibilizam a estrutura direta, o pedido pode ser enviado para o e-mail oficial [email protected].
A documentação exigida inclui RG ou CNH, comprovante de residência, comprovante de renda prévia, cópia da medida protetiva e documento validado emitido pelo Ministério Público, Defensoria Pública ou rede socioassistencial. Com o cadastro aprovado até o dia 30 de cada mês, o dinheiro é creditado até o dia 10 do mês seguinte em uma Poupança Social do Banco do Brasil. A legislação determina que o encerramento da medida protetiva ou a reaproximação com o agressor devem ser informados imediatamente.
A cidade de São Paulo também mantém um programa municipal paralelo. Com valor de R$ 400 mensais, estendível por até dois anos, a modalidade paulistana atendeu 5.518 mulheres até julho de 2026, com 2.061 beneficiárias ativas no momento. Para este ano, a gestão municipal reservou R$ 10 milhões para o fundo, um avanço de 28% na comparação com o orçamento do ano anterior.
O benefício da capital é voltado a moradoras da cidade com renda individual ou familiar igual ou inferior a um quarto do salário mínimo. A prioridade de atendimento é dada a mães com filhos de até 5 anos. As interessadas devem procurar os postos de atendimento à mulher da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania munidas de documentos pessoais, certidão dos filhos, comprovante de residência, comprovante de renda e o Relatório Técnico Social com o parecer da concessão.
Leia também

Honor prepara celular com câmera robótica que segue pessoas e gira quase 360 graus

Vini Jr. surpreende ao revelar novo visual após procedimento estético facial

Receita Federal abre consulta ao 3º lote de restituição do Imposto de Renda nesta sexta-feira

Suspeito de assalto no trânsito é morto por PM de folga na Zona Oeste de SP

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Bem humorada e desenvolta: aos 114 anos, paciente passa por cirurgia de alta complexidade no Recife e se recupera bem

Renan Santos faz ataque a Nikolas Ferreira e chama deputado de "franga homofóbica"

Saiba como solicitar o auxílio-aluguel para vítimas de violência doméstica em SP

Flávio Bolsonaro reafirma confiança nas urnas, mas mantém declaração sobre origem de equipamentos

Receita Federal abre consulta ao 3º lote de restituição do Imposto de Renda nesta sexta-feira