Presença do deputado federal Carlos Alberto da Cunha em evento oficial provoca reação de entidades de defesa das mulheres.

Ana Beatriz Publicado em 14/02/2026, às 19h31
A reinauguração da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher em São Paulo, com a presença do deputado Carlos Alberto da Cunha, gerou críticas de entidades de defesa das mulheres, especialmente devido às acusações de violência doméstica contra ele.
Carlos Alberto da Cunha é réu por agressões e ameaças à sua ex-companheira, e vídeos com novas ameaças atribuídas a ele foram divulgados, aumentando a gravidade do caso que ainda está em tramitação judicial.
Entidades de proteção às mulheres consideraram a participação do deputado um retrocesso e aguardam um posicionamento da Secretaria da Segurança Pública sobre os critérios que permitiram sua presença na cerimônia.
A participação do deputado federal e delegado licenciado Carlos Alberto da Cunha (PP-SP) na reinauguração da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e do 16º Distrito Policial, na Vila Clementino, em São Paulo, na quinta-feira (12), gerou forte repercussão e críticas de entidades ligadas à defesa de mulheres vítimas de violência doméstica.
Carlos Alberto da Cunha é réu por violência doméstica após denúncia envolvendo a ex-companheira, Betina Grusiecki, em outubro de 2023. À época, a nutricionista o acusou de agressões físicas e ameaças durante uma discussão no apartamento onde o casal vivia, em Santos, no litoral paulista. Segundo o relato, ele teria batido a cabeça dela contra a parede, a esganado até que perdesse a consciência e feito ameaças de morte.
Em 2024, vídeos com ameaças atribuídas ao parlamentar foram divulgados pela própria vítima, ampliando a repercussão do caso. O processo segue em tramitação judicial.
A presença do deputado em uma cerimônia voltada à reinauguração de uma unidade especializada no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica foi classificada por entidades como “escárnio” e “retrocesso”. Organizações que atuam na proteção às mulheres afirmaram que o episódio compromete simbolicamente a mensagem institucional de combate à violência de gênero.
A reportagem procurou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo para esclarecer os critérios que levaram à presença do parlamentar na solenidade, mas aguarda posicionamento oficial da pasta.
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