Paralisação atinge escolas públicas nesta quinta e sexta; categoria protesta contra projeto do governo e cobra valorização profissional.

Redação Publicado em 09/04/2026, às 10h45
Professores da rede estadual de São Paulo iniciaram uma greve de dois dias, com paralisação prevista para sexta-feira, em resposta a reivindicações por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, além de protestar contra um projeto de lei que altera regras da carreira docente.
As principais demandas incluem a contratação de mais professores e a ampliação do ensino noturno, enquanto o projeto de lei em questão propõe avaliações de desempenho que podem resultar em remoções e transferências compulsórias.
A mobilização, que conta com apoio de parlamentares e líderes educacionais, pode impactar significativamente o funcionamento das escolas, e os professores se reunirão na Avenida Paulista para decidir sobre a continuidade da greve, dependendo das negociações com o governo.
Professores da rede estadual de São Paulo iniciaram uma greve de dois dias nesta quinta-feira (9), com paralisação prevista também para sexta (10). O movimento foi convocado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, que também agendou uma assembleia no vão livre do MASP para decidir os próximos passos da mobilização.
A paralisação ocorre em meio a uma série de reivindicações da categoria, que incluem reajuste do piso salarial, contratação de mais professores concursados e ampliação da oferta de ensino noturno, especialmente para Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Outro ponto central do protesto é a rejeição ao Projeto de Lei 1316/2025, enviado pelo governo de Tarcísio de Freitas à Assembleia Legislativa de São Paulo. Segundo o sindicato, a proposta altera regras da carreira docente e pode impactar diretamente a estabilidade e as condições de trabalho dos profissionais.
Entre as mudanças previstas no projeto estão a implementação de avaliações periódicas de desempenho, que podem levar à remoção de professores que não atingirem metas, além de regras mais rígidas para faltas e possibilidade de transferências compulsórias por interesse da administração pública.
A mobilização também ganhou apoio de parlamentares e lideranças educacionais. Durante discurso na Alesp, a deputada Professora Bebel criticou a proposta e afirmou que o projeto representa um retrocesso para a categoria. Segundo ela, a greve reflete o descontentamento crescente dos profissionais da educação diante das mudanças.
A expectativa é de impacto no funcionamento de escolas estaduais, principalmente na capital e região metropolitana. A adesão ao movimento deve ser avaliada ao longo dos dois dias de paralisação.
Na sexta-feira, os professores se reúnem na Avenida Paulista para deliberar sobre a continuidade da greve, que pode se estender caso não haja avanço nas negociações com o governo estadual.
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